Homem de 68 anos, em pós-operatório imediato de tireoidectomia total por doença de Graves, apresenta dispneia e sangramento pela ferida operatória.
Pegadinha: hematoma pós-tireoidectomia é tratado abrindo, não comprimindo.
Descompressão deve ocorrer onde o paciente estiver se a via aérea estiver ameaçada.
Depois da abertura emergencial, o controle hemostático definitivo é cirúrgico.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Dispneia e sangramento nas primeiras horas após tireoidectomia indicam hematoma cervical expansivo, emergência capaz de comprimir traqueia e laringe e causar obstrução fatal. Voz alterada, ansiedade, disfagia, edema cervical, estridor e dessaturação são sinais tardios ou progressivos.
A conduta não deve aguardar transporte ao centro cirúrgico. Abrem-se imediatamente pele, tecido subcutâneo e platisma, removem-se coágulos e aliviam-se suturas profundas se necessário. O protocolo DESATS de consenso multidisciplinar de 2021 reforça reconhecimento, oxigenação, avaliação e abertura emergencial quando há comprometimento de via aérea. Depois da descompressão, controla-se definitivamente o sangramento no centro cirúrgico.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Abertura imediata da ferida e do platisma alivia a pressão e pode salvar a via aérea antes de qualquer outra medida.
B) Incorreta. Oxigênio é adjuvante, mas não remove a compressão mecânica.
C) Incorreta. Intubação pode ser necessária, porém edema e desvio traqueal podem torná-la difícil. Não se deve atrasar a abertura da ferida enquanto se tenta repetidamente intubar.
D) Incorreta. Curativo compressivo aumenta a pressão cervical e agrava a obstrução.