A cicatriz hipertrófica e os queloides são distúrbios da cicatrização caracterizados por deposição tecidual de colágeno.
Pegadinha: queloide cresce para fora da cicatriz; hipertrófica cresce para cima, mas respeita as bordas.
Excisão isolada de queloide recidiva com frequência.
Regiões de tensão e predisposição individual aumentam o risco.
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Contexto
Cicatriz hipertrófica e queloide resultam de síntese excessiva de matriz extracelular, principalmente colágeno. A diferença clínica decisiva é o limite de crescimento: a cicatriz hipertrófica permanece dentro da ferida original e pode regredir; o queloide invade pele previamente normal além das margens e tem maior tendência a persistência e recorrência.
Queloides são mais frequentes em pessoas geneticamente predispostas e em regiões como esterno, ombros, mandíbula e lóbulos das orelhas. O tratamento pode combinar corticosteroide intralesional, silicone, compressão, crioterapia, laser, cirurgia e radioterapia em casos selecionados. Excisão isolada apresenta alta recorrência.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Ultrapassar os limites da ferida original é a característica que diferencia o queloide.
B) Incorreta. Consistência firme ou endurecida pode ocorrer tanto no queloide quanto na cicatriz hipertrófica.
C) Incorreta. Hiperpigmentação varia conforme fototipo e fase da cicatriz e não é critério discriminador confiável.
D) Incorreta. Telangiectasias podem aparecer em cicatrizes ou após tratamentos, mas não definem queloide.