Menina de 7 anos chega à emergência com quadro de urticária generalizada e broncoespasmo iniciado há cerca de 30 minutos após ingestão de confeito de amendoim. A mãe informa que a criança apresentou episódio semelhante há dois anos ao comer paçoca.
Pele mais sistema respiratório após alérgeno é anafilaxia, mesmo sem hipotensão.
Epinefrina intramuscular na coxa vem antes de anti-histamínico e corticoide.
Dose pediátrica: 0,01 mg/kg da solução 1 mg/mL, repetível em 5 a 15 minutos.
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Contexto
Urticária generalizada associada a broncoespasmo minutos após ingestão de alimento conhecido caracteriza anafilaxia. O diagnóstico é clínico e não exige hipotensão. A ativação sistêmica de mastócitos e basófilos libera mediadores que aumentam permeabilidade vascular, promovem edema e causam broncoconstrição; por isso, tratamento cutâneo isolado não é suficiente.
A orientação da World Allergy Organization de 2020 mantém a epinefrina intramuscular na face anterolateral da coxa como primeira medida. A dose é 0,01 mg/kg da solução 1 mg/mL, até o máximo de 0,5 mg, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos conforme resposta. Oxigênio, acesso venoso, expansão com cristalóide e beta-2 agonista inalatório podem ser necessários, mas são adjuvantes.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Corticosteroide oral demora horas para agir e não reverte rapidamente broncoespasmo, edema de via aérea ou choque.
B) Correta (gabarito). Epinefrina intramuscular é o único tratamento inicial capaz de atuar simultaneamente sobre vasodilatação, edema de mucosa, broncoconstrição e depressão cardiovascular.
C) Incorreta. Corticosteroide intravenoso também tem início tardio e não deve atrasar a epinefrina. Seu benefício para prevenir reação bifásica é incerto.
D) Incorreta. Anti-histamínico melhora prurido e urticária, mas não trata comprometimento respiratório ou circulatório e não reduz mortalidade.