Pré-escolar iniciou quadro de dor abdominal diária de média intensidade há dois meses, associada à contração dos músculos glúteos e enrijecimento das pernas quando deitado ou quando em pé segurando nos móveis. Além disso, apresenta defecação em roupa íntima diariamente e em vaso sanitário duas vezes por semana.
Criança que endurece as pernas e aperta os glúteos está segurando fezes, não fazendo força para evacuar.
Escape fecal na constipação é overflow involuntário.
Tratar apenas a sujeira sem desimpactar e manter fezes macias perpetua o ciclo.
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Contexto
Contração dos glúteos, extensão rígida das pernas, ficar na ponta dos pés ou apoiar-se em móveis são posturas retentivas. A criança sente vontade de evacuar e contrai voluntariamente a musculatura para evitar a passagem de fezes dolorosas. A retenção prolonga o tempo de trânsito, aumenta reabsorção de água e produz fecaloma, perpetuando dor e medo.
A evacuação diária na roupa é, em geral, incontinência fecal involuntária por transbordamento. Fezes mais amolecidas escapam ao redor da massa retida, e a distensão retal crônica reduz a percepção da urgência. Os critérios de Roma IV para constipação funcional incluem postura retentiva e pelo menos um episódio semanal de incontinência fecal em criança com aquisição do controle esfincteriano.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A postura descrita representa retenção fecal voluntária; o escape na roupa ocorre involuntariamente por transbordamento.
B) Incorreta. Esforço evacuatório costuma envolver contração abdominal e tentativa de expulsão. Aqui, a contração glútea e o enrijecimento das pernas servem para impedir a evacuação.
C) Incorreta. A primeira parte está errada porque não há esforço expulsivo, e a incontinência por constipação não é um ato voluntário.
D) Incorreta. A retenção pode ser deliberada, mas a criança não escolhe o escape fecal causado por fecaloma e perda de sensibilidade retal.