Mulher de 65 anos comparece à consulta queixando-se de “bola na vagina” e que, sendo sexualmente ativa, essa condição vem atrapalhando a sua qualidade de vida. Nega sangramento ou perdas urinárias. No exame ginecológico, a quantificação de prolapsos de órgãos pélvicos (POP-Q) foi representada da seguinte forma:
Pegadinha: ponto D ausente no POP-Q sugere ausência de colo após histerectomia.
Prolapso apical em mulher sexualmente ativa exige cirurgia reconstrutiva.
Colpocleise é eficaz, mas incompatível com futura relação vaginal penetrativa.
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Contexto
No POP-Q, o ponto C representa o colo uterino ou a cúpula vaginal. O ponto D só é medido quando existe colo; sua ausência sugere paciente previamente histerectomizada. Com C em +3cm e comprimento vaginal total de 7cm, o ápice encontra-se além do hímen, mas não a menos de 2cm do comprimento vaginal total. Isso corresponde a prolapso apical estágio III.
Em mulher sexualmente ativa e incomodada, a cirurgia deve restaurar suporte apical e preservar comprimento e função vaginal. A sacrocolpopexia suspende a cúpula ao promontório sacral, geralmente com tela, e apresenta alta durabilidade anatômica. A decisão deve discutir riscos de exposição da tela, lesão vascular, intestinal ou urinária e alternativas por via vaginal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A ausência do ponto D sugere que o útero já foi retirado. Mesmo quando presente, histerectomia isolada não oferece suporte apical adequado.
B) Correta (gabarito). Sacrocolpopexia é reparo reconstrutivo durável para prolapso de cúpula e preserva a função vaginal da paciente sexualmente ativa.
C) Incorreta. Traquelectomia remove colo uterino e não corrige a perda de suporte apical; além disso, não há colo documentado.
D) Incorreta. Colpocleise fecha parcial ou totalmente o canal vaginal e é reservada a mulheres que não desejam manter penetração vaginal.