Asma e sibilância na infância

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Questão 62
UERJ · 2024

Menino de 4 anos com asma é atendido em ambulatório. A mãe informa que o filho está em uso de beclometasona via inalatória na dose de 100mcg/dia há quatro meses, porém, nesse período, apresentou dois quadros de broncoespasmo com necessidade de corticoide oral. Há quatro semanas, ele tem utilizado beta 2-agonista de curta ação, duas vezes por semana, para controle dos sintomas. Ao exame, a ausculta pulmonar é normal.

Nesse caso, a melhor opção terapêutica é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A criança apresenta asma não controlada quanto ao risco futuro: embora use broncodilatador de alívio apenas duas vezes por semana e esteja assintomática no exame, teve duas exacerbações que exigiram corticoide sistêmico em quatro meses. Exacerbações graves recentes são marcador de controle inadequado e justificam escalonamento do tratamento controlador.

Antes de subir o degrau, as recomendações atuais da GINA orientam revisar diagnóstico, técnica inalatória, adesão, exposição a tabaco ou alérgenos e comorbidades. Confirmados esses pontos, em pré-escolar que já usa baixa dose diária de corticoide inalatório, uma opção clássica de próximo passo é elevar para dose média, o que na questão corresponde a dobrar a beclometasona. O objetivo é intensificar a ação anti-inflamatória, não transformar o beta-2 agonista de curta duração em medicação diária.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Antileucotrieno pode ser alternativa ou adjuvante em situações selecionadas, especialmente quando há dificuldade com terapia inalatória ou rinite associada, mas em geral controla menos exacerbações do que intensificar o corticoide inalatório. Também exige atenção a possíveis efeitos neuropsiquiátricos do montelucaste.

B) Correta (gabarito). A dose de 100 mcg/dia é baixa e houve recorrência de exacerbações com necessidade de corticoide oral. Dobrar a dose leva o tratamento para uma faixa anti-inflamatória superior, após checar adesão e técnica.

C) Incorreta. Beta-2 agonista de curta duração é medicação de alívio. Uso diário programado não trata a inflamação, mascara perda de controle e se associa a maior risco de exacerbações.

D) Incorreta. Combinação de corticoide inalatório com beta-2 agonista de longa duração é opção em degraus posteriores e depende da idade, da formulação aprovada e do protocolo adotado. Para a criança de 4 anos e para o degrau cobrado, a banca prioriza elevar o corticoide inalatório.

Bizu MedBoard
  • Ausência de sibilos na consulta não significa asma controlada: exacerbações com corticoide sistêmico pesam muito.

  • Antes do escalonamento, sempre confira adesão, técnica e exposições.

  • SABA é alívio sob demanda, nunca controlador diário.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Asma e sibilância na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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