Pegadinha: profilaxia não é tratamento e não deve ser mantida por vários dias.
Em cirurgia limpa com tela, o alvo é flora cutânea gram-positiva.
Alergia grave a betalactâmico: clindamicina é opção clássica.
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Contexto
Quando se utiliza tela em herniorrafia inguinal, a profilaxia antimicrobiana tem como alvo principal a flora cutânea, especialmente Staphylococcus aureus e estafilococos coagulase-negativos. Cefazolina é o fármaco habitual; em alergia imediata grave a betalactâmicos, clindamicina ou vancomicina são alternativas.
A Diretriz de Profilaxia Antimicrobiana Cirúrgica da ASHP e da IDSA recomenda administrar a dose antes da incisão, em geral até 60 minutos, e não prolongá-la após o fechamento. Há variação entre diretrizes sobre a necessidade de profilaxia em hernioplastia limpa de baixo risco, principalmente por laparoscopia. A questão parte do cenário em que a profilaxia foi indicada e pergunta a alternativa no paciente alérgico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ceftriaxona é cefalosporina betalactâmica, tem espectro desnecessariamente amplo e não é a substituição padrão na alergia grave.
B) Incorreta. Gentamicina cobre principalmente bacilos gram-negativos e não oferece, isoladamente, a cobertura cutânea adequada.
C) Correta (gabarito). Clindamicina cobre cocos gram-positivos da pele e é alternativa clássica à cefazolina na alergia grave a betalactâmicos.
D) Incorreta. Ciprofloxacino tem cobertura inadequada para o principal alvo cutâneo e favorece seleção de resistência e eventos adversos.