Homem de 63 anos comparece à consulta, no ambulatório de clínica médica, com queixa de dor em ombro esquerdo iniciada há cerca de três meses, com piora progressiva. Ao exame, paciente apresenta dor à mobilização, com irradiação para o membro superior esquerdo e parestesia associada, além de miose, enoftalmia e ptose palpebral do mesmo lado.
Pegadinha: dor no ombro com parestesia pode parecer cervical, mas Horner aponta para o ápice pulmonar.
Pancoast invade plexo braquial inferior e cadeia simpática.
TC detecta a massa; RM define melhor invasão do desfiladeiro torácico.
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Contexto
Dor progressiva no ombro irradiada para o braço, parestesia e síndrome de Horner ipsilateral, com ptose, miose e aparente enoftalmia, sugerem tumor do sulco superior pulmonar, conhecido como tumor de Pancoast. A massa apical invade o plexo braquial inferior, produzindo dor no território de C8 a T2, e a cadeia simpática cervical, causando Horner.
A tomografia de tórax com contraste identifica a massa, avalia pulmão, linfonodos e invasão óssea. A ressonância do desfiladeiro torácico é complementar para delimitar plexo braquial, vasos subclávios, corpos vertebrais e canal medular. Após a imagem, confirma-se histologia por via percutânea ou outra técnica apropriada e realiza-se estadiamento oncológico.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A TC de tórax é o exame inicial adequado para demonstrar a lesão apical e orientar estadiamento e biópsia.
B) Incorreta. Eletroneuromiografia pode documentar comprometimento do plexo, mas não identifica a causa estrutural e atrasaria a investigação da neoplasia.
C) Incorreta. Radiografia cervical pode mostrar doença degenerativa, porém não avalia adequadamente o ápice pulmonar nem explica a síndrome de Horner.
D) Incorreta. Ressonância de crânio não é o exame inicial para essa combinação. Pode integrar o estadiamento de câncer de pulmão em cenários selecionados, depois de identificar a massa torácica.