Homem de 68 anos foi diagnosticado com adenocarcinoma gástrico moderadamente diferenciado, localizado no antro. Foi submetido a tratamento cirúrgico eletivo, com a realização de gastrectomia subtotal, linfadenectomia D2 e reconstrução em Y de Roux. O laudo histopatológico mostrou tumoração ulcerada com invasão até a camada subserosa com margem superior de 10cm e inferior de 4cm. Foram identificados na peça 24 linfonodos, com quatro apresentando metástases.
Pegadinha: subserosa ainda é T3; serosa é T4a.
Três a seis linfonodos positivos definem N2.
Estadiamento linfonodal gástrico exige número, não apenas presença ou ausência.
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Contexto
Na oitava edição do AJCC, o componente T do câncer gástrico é definido pela profundidade de invasão. Tumor que atravessa a muscular própria e invade o tecido conjuntivo subseroso, sem penetrar o peritônio visceral, é T3. Invasão da serosa é T4a e invasão de órgão adjacente é T4b.
O componente N depende do número de linfonodos regionais metastáticos: N1 corresponde a um ou dois; N2, a três a seis; N3a, a sete a quinze; e N3b, a dezesseis ou mais. Quatro linfonodos positivos definem N2. Como não há metástase distante descrita, M0. A análise de 24 linfonodos também supera o mínimo de 16 recomendado para estadiamento adequado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. T3 está correto, mas N1 admite apenas um ou dois linfonodos positivos, não quatro.
B) Correta (gabarito). Invasão até a subserosa é pT3, quatro linfonodos metastáticos configuram pN2 e ausência de metástase distante define M0.
C) Incorreta. T4 exigiria invasão da serosa ou de estrutura adjacente, não apenas subserosa.
D) Incorreta. O caso não descreve T4 nem metástase distante; linfonodo regional positivo continua sendo N, não M1.