Homem de 72 anos, em tratamento regular de hipertensão arterial sistêmica (HAS), apresenta, há três dias, quadro de mal-estar, temperatura de 38,5ºC, evacuação em diarreia com muco, pus e sangue na frequência de seis a oito vezes por dia e queda do estado geral. Encontra-se com confusão mental, PA = 90x60mmHg e FC = 110bpm. O resultado do exame de fezes foi positivo para leucócitos. Além da terapia de reidratação,
Pegadinha: sangue nas fezes mais febre é cenário para evitar loperamida e similares.
Choque e confusão transformam a diarreia em emergência séptica.
Colha fezes antes do antibiótico quando isso não atrasar o tratamento.
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Contexto
Febre alta, diarreia com muco, pus e sangue, leucócitos fecais e seis a oito evacuações por dia caracterizam síndrome disentérica inflamatória. Confusão, hipotensão e taquicardia indicam disfunção orgânica por infecção e exigem manejo hospitalar de sepse, com reposição volêmica, culturas e antimicrobiano empírico precoce.
Coprocultura ou teste molecular deve ser colhido para pesquisar Shigella, Campylobacter, Salmonella, Yersinia e toxina Shiga. Drogas antiperistálticas são contraindicadas em febre e sangue nas fezes porque aumentam retenção de toxinas e complicações. Antibiótico deve ser escolhido conforme epidemiologia e resistência local.
O gabarito utiliza ciprofloxacino, opção clássica de tratamento empírico. Atualmente, resistência crescente pode tornar azitromicina ou ceftriaxona preferíveis em doença grave, conforme exposição, região e susceptibilidade. Se houver suspeita de E. coli produtora de toxina Shiga, antibióticos devem ser evitados pelo risco de síndrome hemolítico-urêmica; o estado séptico do caso, contudo, exige cobertura empírica enquanto se esclarece a etiologia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Retossigmoidoscopia não é exame inicial de disenteria infecciosa provável, e aguardar cultura em paciente hipotenso e confuso é perigoso.
B) Incorreta. Iniciar antibiótico é necessário, mas endoscopia imediata acrescenta risco e não precede estabilização e investigação microbiológica das fezes.
C) Incorreta. Metronidazol não cobre adequadamente os principais enteropatógenos invasivos, e antiperistálticos são contraindicados em disenteria febril.
D) Correta (gabarito). Entre as opções, reúne antibiótico empírico e coprocultura sem utilizar antiperistáltico. A escolha atual do antibiótico deve ser ajustada à resistência local e à suspeita etiológica.