Os testes diagnósticos altamente sensíveis são usados em situações em que se quer detectar todos os indivíduos com uma determinada condição na população.
A pegadinha é confundir praticidade da hemoglobina glicada com maior sensibilidade.
TOTG: 75 g de glicose e medida em duas horas; valor igual ou superior a 200 mg/dL é diagnóstico.
Exame diagnóstico anormal costuma precisar de confirmação quando não há hiperglicemia inequívoca.
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Contexto
Entre os testes diagnósticos usuais para diabetes, o teste oral de tolerância à glicose com 75 g avalia a glicemia duas horas após sobrecarga e identifica pessoas com alteração pós-prandial que ainda podem apresentar glicemia de jejum ou hemoglobina glicada abaixo do ponto de corte. Por isso, o TOTG tende a detectar mais casos, embora seja menos prático e tenha maior variabilidade pré-analítica.
No adulto não gestante, glicemia de duas horas igual ou superior a 200 mg/dL é compatível com diabetes. Na ausência de hiperglicemia inequívoca, o diagnóstico deve ser confirmado. Sensibilidade não é sinônimo de melhor exame para todo cenário: disponibilidade, custo, jejum, anemia, hemoglobinopatias, gestação e risco pré-teste influenciam a escolha.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O teste oral de tolerância à glicose revela intolerância pós-sobrecarga e é o mais sensível entre as opções apresentadas.
B) Incorreta. Índices de resistência à insulina, como HOMA, não são testes padronizados para diagnosticar diabetes na prática clínica.
C) Incorreta. Glicemia pós-prandial após refeição habitual não tem a padronização diagnóstica do TOTG com 75 g.
D) Incorreta. Hemoglobina glicada é conveniente e reflete exposição glicêmica crônica, mas pode deixar de identificar casos detectados pelo TOTG e sofre interferência de alterações da vida média das hemácias.