Homem jovem, morador de uma comunidade carente, reside com seis familiares, entre eles, duas crianças de 3 e 10 anos. Ele faz acompanhamento irregularmente para SIDA em unidade básica de saúde e, há um mês, foi diagnosticado com tuberculose pulmonar.
A pegadinha é investigar todos os contatos do mesmo modo.
Sintomático: procurar tuberculose ativa. Assintomático: excluir doença e avaliar infecção latente.
Em protocolos atuais, prefira teste rápido molecular ao escarro quando disponível; crianças e pessoas com HIV são contatos prioritários.
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Contexto
A investigação de contatos é parte obrigatória do controle da tuberculose. Todos os conviventes devem ser identificados e avaliados, com prioridade para crianças, pessoas vivendo com HIV e outros imunossuprimidos. O contato sintomático deve ser investigado para tuberculose ativa; o assintomático deve ser avaliado para infecção latente depois de excluída doença ativa.
Na prática atual do Ministério da Saúde, o teste rápido molecular para tuberculose é preferido para investigação bacteriológica quando disponível, acompanhado de radiografia conforme o caso; a baciloscopia permanece alternativa em determinados serviços. Para infecção latente, usam-se prova tuberculínica ou teste de liberação de interferon-gama conforme indicação e disponibilidade. O gabarito B é mantido porque é a única opção que organiza corretamente contatos sintomáticos e assintomáticos, embora cite baciloscopia em vez do método molecular preferencial atual.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Tratamento diretamente observado não ocorre apenas a cada trimestre; a frequência é definida para apoiar adesão e acompanhar a tomada. Ele também não substitui a investigação dos contatos.
B) Correta (gabarito). Separa adequadamente assintomáticos, nos quais se busca infecção latente, de sintomáticos respiratórios, nos quais é necessário excluir doença ativa com exame respiratório e imagem.
C) Incorreta. A investigação dos sintomáticos está parcialmente correta, mas teste anti-HIV compulsório para todos os familiares não é o eixo do controle de contatos; a oferta deve seguir consentimento, aconselhamento e indicação.
D) Incorreta. BCG não funciona como profilaxia pós-exposição para todos os contatos, e zidovudina é antirretroviral sem papel na prevenção de tuberculose.