Paciente procura a emergência na sexta semana pós-parto referindo febre e dor mamária. O exame físico revela mamas ingurgitadas, com área de hiperemia e calor em quadrante superior externo direito. A ultrassonografia não identifica áreas de abcesso.
Pegadinha: mastite não é indicação de suspender ou desprezar leite.
Mantenha mamadas fisiológicas, mas não force esvaziamento completo nem massagem profunda.
Sem abscesso, não há indicação de drenagem cirúrgica.
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Contexto
Febre, dor focal, hiperemia e calor na sexta semana pós-parto configuram mastite lactacional. A ausência de coleção na ultrassonografia afasta abscesso drenável. A estase do leite, inflamação e, em alguns casos, infecção bacteriana fazem parte do espectro.
O Protocolo nº 36 da Academy of Breastfeeding Medicine de 2022 recomenda manter a amamentação fisiológica em livre demanda, inclusive na mama afetada. A interrupção súbita aumenta estase e risco de abscesso. O leite é seguro para o lactente na maioria dos casos, e os antibióticos usuais são compatíveis com amamentação.
A atualização importante é evitar esvaziamento excessivo, ordenha agressiva e massagens profundas, que aumentam edema e inflamação. A paciente deve alimentar o bebê normalmente, aplicar frio para conforto, usar analgésico anti-inflamatório compatível e receber antibiótico quando houver quadro bacteriano persistente ou sistêmico.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Manter amamentação em livre demanda nas duas mamas favorece drenagem fisiológica e preserva a lactação sem oferecer risco habitual ao bebê.
B) Incorreta. Cabergolina interromperia a lactação e agravaria a estase. É reservada a situações específicas em que se deseja suprimir definitivamente o aleitamento.
C) Incorreta. O leite da mama acometida não deve ser descartado. Se o bebê não conseguir mamar, pode-se retirar apenas o necessário para conforto e oferta adequada.
D) Incorreta. Antibióticos recomendados para mastite são escolhidos por compatibilidade com lactação e não exigem espaçar mamadas.