Homem de 50 anos relatou que, após esforço intenso, apresentou aumento de volume na região inguinal esquerda. Ao procurar o cirurgião, foi diagnosticado com hérnia inguinal, sendo encaminhado para cirurgia.
Pegadinha: Bassini, McVay e Shouldice são reparos teciduais; Lichtenstein usa tela.
Livre de tensão é o princípio central da técnica.
Via laparoscópica também usa tela, mas não recebe o nome Lichtenstein.
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Contexto
A técnica de Lichtenstein é reparo aberto da hérnia inguinal com tela de material sintético colocada sobre a parede posterior do canal inguinal. A prótese é fixada sem aproximar tecidos sob tensão, reduzindo dor por tração e recorrência em comparação com reparos teciduais tradicionais.
A tela reforça a região do triângulo de Hesselbach e circunda o cordão espermático com abertura lateral. A operação pode ser feita com anestesia local, regional ou geral, conforme paciente e serviço. Técnicas laparoscópicas também são livres de tensão, mas o nome Lichtenstein identifica especificamente a via aberta anterior.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Bassini aproxima tendão conjunto ao ligamento inguinal, criando reparo tecidual sob tensão.
B) Incorreta. McVay sutura o arco músculo-aponeurótico ao ligamento de Cooper e pode ser usada em hérnia femoral, sem ser a técnica clássica com tela descrita.
C) Incorreta. Shouldice reconstrói a parede posterior em múltiplas camadas de tecido, com excelentes resultados em centros especializados, mas sem tela.
D) Correta (gabarito). Lichtenstein é a hernioplastia aberta com tela sintética livre de tensão.