Mulher de 34 anos comparece à UBS com resultado de exame citológico cujo laudo é de lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). Verificou-se que o mesmo resultado foi demonstrado no exame realizado há seis meses. As outras citologias realizadas anteriormente a essas apresentaram resultados de alterações benignas.
Pegadinha: a primeira LSIL pode ser acompanhada; a persistência muda a conduta para colposcopia.
Não trate citologia de baixo grau diretamente com excisão.
O Brasil iniciou transição para rastreamento primário por DNA-HPV em 2025.
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Contexto
LSIL representa alterações citológicas associadas, em geral, a infecção transitória pelo HPV e apresenta alta probabilidade de regressão. No algoritmo citológico das Diretrizes Brasileiras de 2016, mulheres com 25 anos ou mais repetem a citologia em seis meses. Se a alteração persistir na repetição, a paciente deve ser encaminhada à colposcopia.
Essa paciente tem 34 anos e apresentou LSIL em duas coletas separadas por seis meses, preenchendo o critério de persistência. A colposcopia identifica a zona de transformação, localiza lesões e orienta biópsia quando necessário. Curetagem endocervical ou procedimento excisional dependem dos achados colposcópicos e histológicos.
As Diretrizes Brasileiras de 2025 passaram a adotar teste primário de DNA-HPV oncogênico no rastreamento organizado, com encaminhamento definido por genotipagem e citologia reflexa. O gabarito permanece correto para o algoritmo citológico utilizado no enunciado e para locais em transição de modelo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A repetição semestral já demonstrou persistência. Continuar apenas repetindo citologia retardaria a avaliação da zona de transformação.
B) Correta (gabarito). LSIL persistente após seis meses em mulher adulta indica exame colposcópico no protocolo citológico cobrado.
C) Incorreta. Curetagem endocervical não é procedimento inicial rotineiro para LSIL persistente. Sua indicação depende de visualização da junção escamocolunar e suspeita de lesão no canal.
D) Incorreta. Excisão sem confirmação histológica pode causar dano cervical desnecessário. É reservada a lesões de maior risco ou situações específicas.