Pegadinha: sintomas extraesofágicos não provam que o refluxo seja a causa.
Pirose típica e resposta ao IBP predizem melhor resultado cirúrgico.
Antes da cirurgia, documente refluxo e exclua distúrbio motor esofágico.
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Contexto
A cirurgia antirrefluxo produz melhores resultados quando o paciente apresenta sintomas típicos de doença do refluxo, resposta prévia aos inibidores de bomba de prótons e refluxo objetivamente documentado. A pirose tem relação mais direta com exposição ácida esofágica e, por isso, prediz melhor alívio após fundoplicatura.
A Diretriz do American College of Gastroenterology de 2022 recomenda confirmar o diagnóstico antes de tratamento invasivo, principalmente nos sintomas refratários. Manometria exclui distúrbios motores e a monitorização de refluxo demonstra exposição ácida ou associação sintoma-refluxo. Manifestações extraesofágicas, como tosse, rouquidão e asma, são multifatoriais e têm resposta cirúrgica menos previsível.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Asma pode piorar com refluxo, mas também decorre de múltiplos mecanismos respiratórios. A melhora após cirurgia é inconsistente quando não há sintomas típicos e documentação objetiva.
B) Correta (gabarito). Pirose típica é o sintoma com melhor correlação com refluxo e maior probabilidade de resposta à cirurgia antirrefluxo.
C) Incorreta. Rouquidão pode resultar de uso vocal, alergia, tabagismo, infecção e outras doenças laríngeas, sendo marcador pouco específico.
D) Incorreta. Tosse crônica exige excluir asma, rinossinusite, medicamentos e doença pulmonar. Sua resposta à fundoplicatura é menos previsível que a da pirose.