Gestante com hipertensão crônica sem uso de medicação inicia pré-natal com 12 semanas de gestação. Refere ter apresentado pré-eclâmpsia nas duas gestações anteriores, com interrupção da gravidez com 33 e 31 semanas.
Pegadinha: anti-hipertensivo controla pressão, mas não é a profilaxia específica da pré-eclâmpsia.
AAS deve começar após 12 semanas, preferencialmente antes de 16.
Hipertensão crônica e pré-eclâmpsia precoce prévia são critérios de alto risco.
Considere cálcio quando a ingestão dietética é baixa.
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Contexto
A gestante tem dois fatores de alto risco para recorrência de pré-eclâmpsia: hipertensão crônica e antecedentes de pré-eclâmpsia precoce com partos antes de 34 semanas. A profilaxia indicada é aspirina em baixa dose, iniciada após 12 semanas, idealmente antes de 16 semanas, e mantida até o período definido pelo protocolo adotado.
ACOG e USPSTF utilizam 81mg por dia; outras diretrizes, como FIGO e protocolos que adotam rastreamento combinado, utilizam 100 a 150mg, frequentemente à noite. A diferença de dose não modifica a alternativa correta. A OMS também recomenda suplementação de cálcio para gestantes com baixa ingestão dietética, geralmente 1,5 a 2g de cálcio elementar por dia.
Alternativa por alternativa
a) Correta (gabarito). Aspirina em baixa dose reduz recorrência de pré-eclâmpsia, especialmente quando iniciada entre 12 e 16 semanas em mulheres de alto risco.
b) Incorreta. Sulfato de magnésio previne e trata convulsões em pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e eclâmpsia. Não previne o aparecimento da doença desde o primeiro trimestre.
c) Incorreta. Hidralazina intravenosa trata hipertensão aguda grave e não deve ser usada como profilaxia crônica.
d) Incorreta. Metildopa controla pressão arterial quando há indicação, mas não corrige a disfunção placentária nem substitui aspirina na prevenção da pré-eclâmpsia.