Uma mulher de 38 anos, com hipertensão controlada e história de câncer de mama tratado há seis anos, deseja método contraceptivo. Tem exame ginecológico normal e, atualmente, nenhum sinal de retorno da doença.
Pegadinha: estar sem doença há mais de cinco anos reduz a restrição, mas não transforma método hormonal em opção preferencial.
Câncer de mama atual: métodos hormonais são contraindicação absoluta.
DIU de cobre é a principal opção reversível não hormonal.
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Contexto
O câncer de mama é doença hormônio-sensível em parcela relevante dos casos. Segundo o U.S. Medical Eligibility Criteria de 2024, métodos hormonais são categoria 4 na doença atual e categoria 3 quando não há evidência de doença há pelo menos cinco anos, situação em que os riscos geralmente superam os benefícios. O DIU de cobre é categoria 1, sem restrição relacionada ao antecedente de câncer de mama.
A hipertensão controlada também não impede o uso do DIU de cobre. Antes da inserção, devem ser excluídas gestação, infecção cervical ativa e alterações da cavidade que impeçam posicionamento adequado. O método pode aumentar fluxo menstrual e cólicas, aspecto que deve entrar na decisão compartilhada.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. O implante libera etonogestrel, um progestagênio sistêmico. Mesmo após seis anos sem recidiva, o antecedente de câncer de mama torna seu uso geralmente desaconselhado quando existe opção não hormonal eficaz.
b) Incorreta. O injetável trimestral contém acetato de medroxiprogesterona e produz exposição progestagênica sistêmica, inadequada como primeira escolha nesse contexto.
c) Correta (gabarito). O DIU de cobre oferece contracepção altamente eficaz e reversível sem estrogênio ou progestagênio, sendo o método mais seguro entre as alternativas para antecedente de câncer de mama.
d) Incorreta. O anel vaginal combina estrogênio e progestagênio. Além do antecedente oncológico, idade e hipertensão reforçam a inadequação do método combinado.