Uma mulher de 27 anos, sexualmente ativa, queixa-se de corrimento profuso, amarelado com sensação de queimação na vagina, que piora no período pós-menstrual. Nega prurido vulvar. Ao exame, observam-se hiperemia de colo e vagina e medida do pH vaginal > 4,5.
Pegadinha: pH elevado ocorre na tricomoníase e na vaginose, mas colpite intensa aponta para tricomoníase.
Candidíase mantém pH normal e costuma causar prurido intenso.
Tricomoníase exige tratamento das parcerias sexuais.
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Contexto
Corrimento profuso amarelo ou amarelo-esverdeado, ardor, hiperemia vaginal e cervical e pH acima de 4,5 são típicos de tricomoníase por Trichomonas vaginalis. O colo pode apresentar pontos hemorrágicos, formando o aspecto de colo em morango, embora esse achado não seja obrigatório.
O PCDT para Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde orienta tratamento com nitroimidazólico e abordagem das parcerias sexuais. O diagnóstico pode ser confirmado por teste molecular, microscopia a fresco ou outros métodos disponíveis. A paciente deve ser testada para outras IST e orientada a evitar relações até conclusão do tratamento dela e das parcerias.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Candidíase costuma produzir prurido vulvar intenso, eritema, fissuras e corrimento branco grumoso. O pH geralmente permanece até 4,5.
b) Incorreta. Enterobiose causa principalmente prurido perianal noturno e pode irritar a vulva, mas não explica colpite com corrimento profuso e pH elevado.
c) Correta (gabarito). Corrimento amarelado, ardor, inflamação de vagina e colo e pH maior que 4,5 formam o padrão clássico da tricomoníase.
d) Incorreta. Vaginose bacteriana causa corrimento fino, homogêneo e branco-acinzentado, com odor de aminas e poucas manifestações inflamatórias. Hiperemia exuberante favorece tricomoníase.