Para que a estratégia de diagnóstico clínico conhecida como demora permitida seja segura e eficiente, é necessário observar as seguintes condições:
Pegadinha: demora permitida não é simplesmente mandar esperar; precisa de plano de segurança.
Defina prazo de retorno e sinais específicos de piora.
Quanto maior a vulnerabilidade ou o risco, menor o limiar para investigar.
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Contexto
Demora permitida, também chamada espera vigilante ou watchful waiting em determinados contextos, é a decisão consciente de não investigar ou tratar imediatamente uma queixa de baixa gravidade e alta probabilidade de resolução espontânea. Ela não equivale a abandono: exige hipótese clínica plausível, ausência de sinais de alarme, orientação de autocuidado e plano explícito de reavaliação.
A segurança depende de rede de proteção: informar evolução esperada, quais sintomas exigem retorno imediato, em quanto tempo retornar se não houver melhora e como acessar o serviço. Crianças pequenas, idosos frágeis, imunossuprimidos e pessoas com doenças relevantes podem exigir limiar menor para investigação, especialmente quando há sinais de alarme.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hérnia discal e esporão de calcâneo são achados frequentes em assintomáticos e não constituem indicação cirúrgica por si sós.
B) Incorreta. Sinais de alarme impedem espera simples, sobretudo em grupos vulneráveis. Eles exigem avaliação dirigida e, quando necessário, encaminhamento urgente.
C) Correta (gabarito). Ausência de alarme e acesso garantido para reavaliação tornam possível observar queixas autolimitadas, evitando exames e tratamentos desnecessários.
D) Incorreta. Emergências cardiovasculares, pulmonares ou metabólicas exigem intervenção oportuna e não são cenário para demora permitida.