Uma mulher de 72 anos, diabética e tabagista, comparece à consulta de rotina no ambulatório de clínica médica. Não apresenta sintomas. Traz resultados dos seguintes exames realizados na última consulta: cálcio = 9,2mg/dL, vitamina D total = 33ng/mL, densitometria óssea com t-score = -1,9 em cabeça de fêmur e -1,5 em vértebra e radiografia de coluna lombar evidenciando colapso de L3.
Pegadinha: T-score acima de -2,5 não exclui osteoporose quando existe fratura por fragilidade.
Fratura vertebral prévia eleva muito o risco de nova fratura e exige tratamento rápido.
Cálcio, vitamina D, exercício e cessação do tabagismo complementam, mas não substituem, a terapia antifratura.
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Contexto
O T-score mostra osteopenia, mas a radiografia evidencia colapso vertebral compatível com fratura por fragilidade. Uma fratura vertebral ou de quadril por baixo impacto estabelece osteoporose clínica independentemente do T-score e indica tratamento farmacológico para prevenção secundária.
Bisfosfonatos reduzem fraturas vertebrais, não vertebrais e, para alguns representantes, fraturas de quadril. Antes da prescrição, devem ser avaliadas função renal, cálcio, causas secundárias, condições odontológicas relevantes e capacidade de seguir as orientações de uso. Pacientes de risco muito alto podem ser candidatos a terapia anabólica, mas essa opção não está disponível nas alternativas.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Cessar tabagismo reduz risco cardiovascular, pulmonar e ósseo, devendo ser recomendado, mas não substitui medicamento antifratura em paciente que já sofreu fratura vertebral.
b) Incorreta. Vitamina D de 33ng/mL é suficiente para a maioria dos referenciais. Reposição adicional isolada não oferece a maior redução do risco de nova fratura.
c) Correta (gabarito). Bisfosfonato é terapia antirreabsortiva de primeira linha para muitas mulheres com osteoporose e fratura vertebral, oferecendo a maior proteção antifratura entre as alternativas.
d) Incorreta. Cálcio deve ser garantido preferencialmente pela dieta e suplementado quando a ingestão é insuficiente, mas não constitui monoterapia adequada para osteoporose estabelecida.