Avalie o partograma a seguir.

Pegadinha: no partograma clássico, evolução mais rápida fica à esquerda da linha de alerta, não à direita.
Não diagnostique desproporção quando dilatação e descida continuam progredindo.
A OMS substituiu o limite rígido de 1cm por hora pelo Labour Care Guide e avaliação individual da progressão.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
No partograma apresentado, os triângulos da dilatação progridem de aproximadamente 3 a 4cm nas primeiras horas para 6cm às 23h, 9cm à 1h e dilatação completa às 2h. A curva permanece sobre ou à esquerda da linha de alerta do modelo clássico e não alcança a linha de ação. Os círculos mostram descida progressiva da apresentação, aproximadamente de -3 para +1.
A frequência cardíaca fetal permanece em torno de 118 a 138bpm, sem registro de padrão persistente anormal. A dinâmica evolui para cerca de quatro a cinco contrações em dez minutos, predominantemente com duração de pelo menos 40 segundos, sem padrão de taquissistolia. O conjunto demonstra progressão cervical e descida adequadas.
O gráfico usa o partograma clássico com linha de alerta baseada em 1cm por hora. A OMS atualmente recomenda o Labour Care Guide, cuja fase ativa começa em 5cm e que não usa 1cm por hora como limite universal de normalidade. Essa atualização não altera a leitura da imagem: não há parada, sofrimento fetal ou dinâmica insuficiente.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Desproporção cefalopélvica seria sugerida por parada de dilatação e de descida apesar de contrações adequadas. Na imagem, ambas progridem até dilatação completa.
b) Correta (gabarito). Dilatação contínua, descida da apresentação, frequência fetal preservada e contrações eficazes caracterizam evolução normal do trabalho de parto.
c) Incorreta. Hipersistolia ou taquissistolia exigiria contrações excessivas, tipicamente mais de cinco em dez minutos, ou repercussão fetal. O registro não mostra esse padrão.
d) Incorreta. Hipoatividade produziria poucas contrações, baixa duração e progressão cervical lenta. A fase ativa apresenta dinâmica adequada e dilatação progressiva.