Mulher de 59 anos, com sintomas de epigastralgia e plenitude pós-prandial, foi submetida à endoscopia digestiva, que evidenciou esofagite classe A de Los Angeles, linha Z coincidente com o pinçamento diafragmático e estômago normal. A investigação foi complementada com TC de tórax e abdômen, indicando herniação do estômago para o tórax.
Pegadinha: quem classifica é a posição da junção esofagogástrica, não apenas a presença de estômago no tórax.
Tipo II: junção normal e fundo herniado.
Tipo III: junção e estômago herniados; tipo IV: outras vísceras no saco.
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Contexto
As hérnias hiatais são classificadas pela posição da junção esofagogástrica e pelo conteúdo herniado. Na hérnia tipo II, chamada paraesofágica pura, a junção permanece abaixo ou ao nível do diafragma, enquanto o fundo gástrico hernia ao lado do esôfago para o tórax.
A linha Z coincidente com o pinçamento diafragmático indica que a junção não deslizou. A tomografia demonstrando estômago intratorácico, portanto, identifica o componente paraesofágico tipo II.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Tipo IV exige herniação de outro órgão abdominal além do estômago, dado não descrito.
b) Incorreta. Tipo III é misto e desloca também a junção esofagogástrica para o tórax, o que contradiz a linha Z no pinçamento diafragmático.
c) Correta (gabarito). Junção esofagogástrica em posição normal com herniação do estômago define hérnia paraesofágica pura tipo II.
d) Incorreta. Tipo I é hérnia por deslizamento e exige ascensão da junção esofagogástrica acima do diafragma.