Hemorragia digestiva: abordagem cirúrgica

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Questão 30
UERJ · 2025

Homem de 62 anos, com artrose de joelhos bilaterais e insuficiência cardíaca, chega à emergência sudoreico, agitado e taquipneico. A família relata que ele vem fazendo uso de analgesia para as dores ao deambular e, hoje, apresentou vômito com sangue, após o café da manhã. Os sinais vitais são FC = 105, PA = 80x45mmHg, FR = 25irpm, além de estar afebril.

O primeiro passo para o manejo desse paciente é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O paciente apresenta hemorragia digestiva alta com choque: hematêmese, sudorese, agitação, taquicardia e pressão de 80x45mmHg. O uso provável de anti-inflamatório para artrose sugere úlcera péptica, mas a prioridade inicial independe da etiologia. O atendimento começa pelo ABC, proteção da via aérea quando necessária e restauração da perfusão.

Devem ser obtidos dois acessos venosos periféricos calibrosos, coletados hemograma, coagulograma, função renal e tipagem com prova cruzada, e iniciada ressuscitação com cristaloide em volume criterioso e hemocomponentes conforme resposta. A insuficiência cardíaca exige cuidado contra sobrecarga, mas não autoriza tolerar choque. Após estabilização inicial, inicia-se inibidor de bomba de prótons e realiza-se endoscopia, idealmente nas primeiras 24 horas e mais cedo quando necessário.

Alternativa por alternativa

a) Correta (gabarito). Acesso venoso calibroso e reposição imediata são o primeiro passo para recuperar perfusão e permitir coleta, transfusão e tratamento definitivo.

b) Incorreta. Angiografia com embolização é opção quando a endoscopia falha, não é possível ou o sangramento recorre. Não antecede a estabilização.

c) Incorreta. Endoscopia permite diagnóstico e hemostasia, mas procedimento em paciente em choque sem ressuscitação adequada aumenta risco de parada e complicações anestésicas.

d) Incorreta. Sonda nasogástrica não é obrigatória e lavagem com solução fria não controla sangramento, podendo causar desconforto e complicações.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: a endoscopia é o tratamento definitivo mais comum, mas não vem antes da ressuscitação do choque.

  • Dois acessos calibrosos, tipagem, prova cruzada e monitorização são medidas iniciais.

  • Insuficiência cardíaca modifica a velocidade e a vigilância da reposição, não a necessidade de tratar hipoperfusão.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Hemorragia digestiva: abordagem cirúrgica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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