De acordo com o fluxograma do Ministério da Saúde para manejo de infecções que causam úlcera genital,
Pegadinha: dor e número de lesões orientam etiologia; duração prolongada determina investigação histológica.
Úlcera genital por mais de quatro semanas deve ser biopsiada.
Sempre ofereça investigação para sífilis e HIV no contexto de úlcera genital.
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Contexto
Úlceras genitais podem decorrer de sífilis, herpes, cancroide, linfogranuloma venéreo, donovanose, doenças inflamatórias, trauma ou neoplasia. O fluxograma do Ministério da Saúde recomenda tratamento e investigação das causas infecciosas mais prováveis, além de testagem para sífilis, HIV e outras IST conforme o contexto.
Quando a úlcera persiste por mais de quatro semanas, a possibilidade de neoplasia, dermatose inflamatória, infecção atípica ou falha diagnóstica aumenta. Nessa situação, indica-se biópsia e avaliação especializada, sem deixar de tratar sífilis e donovanose quando o quadro justificar.
Alternativa por alternativa
a) Correta (gabarito). Persistência além de quatro semanas é o critério temporal que exige biópsia para esclarecer etiologias não resolvidas e excluir malignidade.
b) Incorreta. Lesão única pode ocorrer em sífilis, cancroide, trauma ou câncer, mas o número isolado de lesões não determina biópsia imediata.
c) Incorreta. Idade jovem não afasta nem confirma qualquer etiologia e não constitui indicação isolada do procedimento.
d) Incorreta. Dor ajuda no diagnóstico diferencial, como herpes e cancroide dolorosos versus cancro sifilítico geralmente indolor, mas não é o critério de persistência que indica biópsia.