Menina de 3 anos, assintomática, é levada ao ambulatório devido ao diagnóstico materno de infecção pelo HIV, detectado em teste rápido há cinco dias, que foi solicitado após confirmação de tuberculose pulmonar. A mãe realizou dez consultas de pré-natal, sem intercorrências, com teste HIV negativo na primeira consulta do primeiro trimestre e no parto. A criança estava sendo amamentada até o momento da consulta.
Pegadinha: teste materno negativo no parto não exclui infecção adquirida durante a lactação.
Diagnóstico materno durante amamentação: suspender leite e iniciar PEP da criança em até 72 horas da última mamada.
Acima de 18 meses, sorologia é válida, mas carga viral ajuda a detectar infecção recente sob profilaxia.
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Contexto
A mãe adquiriu ou teve o HIV detectado durante a lactação, e a criança mamou até a consulta. A transmissão pelo leite é possível e o risco é maior na infecção materna recente, quando a carga viral costuma ser elevada. A primeira medida é interromper imediatamente o aleitamento e considerar a última mamada uma exposição recente.
O PCDT do Ministério da Saúde orienta iniciar profilaxia pós-exposição o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras horas e até 72 horas da última exposição, enquanto se investiga infecção da criança. Como ela tem 3 anos, o diagnóstico de rotina também inclui teste anti-HIV, pois anticorpos maternos transplacentários já desapareceram. Entretanto, a carga viral é útil para detectar infecção muito recente e deve ser colhida antes ou logo no início dos antirretrovirais. Por isso, a alternativa A reúne a conduta imediata essencial, embora a avaliação moderna não deva omitir a sorologia em maiores de 18 meses.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A criança permanece em risco por exposição pelo aleitamento, devendo colher teste molecular e iniciar profilaxia antirretroviral imediatamente, sem aguardar resultados.
B) Incorreta. DNA pró-viral é especialmente empregado em menores de 18 meses ou quando há dúvida diagnóstica. A alternativa não contempla a urgência de iniciar profilaxia após a última mamada.
C) Incorreta. Anti-HIV deve integrar a investigação da criança de 3 anos, mas profilaxia para pneumocistose não é a primeira medida sem diagnóstico de HIV, imunossupressão ou critério etário e imunológico específico.
D) Incorreta. A regra de aguardar 18 meses aplica-se à interpretação de anticorpos maternos em lactentes. A paciente já tem 3 anos e foi exposta até poucos dias atrás, exigindo ação imediata.