Nas gestantes, a emergência abdominal não obstétrica mais comum que requer cirurgia é a:
Pegadinha: colelitíase é comum na gestação, mas apendicite lidera as emergências não obstétricas que exigem cirurgia.
Ultrassom primeiro; ressonância sem contraste se persistir dúvida.
O risco de imagem necessária é menor que o risco de apendicite perfurada não diagnosticada.
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Contexto
A apendicite aguda é a emergência abdominal não obstétrica mais frequente que requer operação durante a gestação. Pode ocorrer em qualquer trimestre. O diagnóstico é dificultado por náuseas, leucocitose fisiológica e deslocamento do ceco pelo útero, embora a dor em quadrante inferior direito continue sendo comum.
A investigação deve evitar atraso, porque perfuração aumenta morbidade materna e perda fetal. Ultrassonografia é o exame inicial; ressonância sem gadolínio é preferida quando o ultrassom é inconclusivo. Tomografia pode ser usada quando necessária para não postergar o diagnóstico. Apendicectomia laparoscópica é possível em qualquer trimestre quando executada com técnica apropriada.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Doença biliar é frequente na gestação e colecistite pode exigir cirurgia, mas não supera a apendicite como emergência cirúrgica não obstétrica mais comum.
b) Correta (gabarito). Apendicite é a principal causa de abdome agudo não obstétrico operatório na gestante, e a demora diagnóstica aumenta risco de perfuração.
c) Incorreta. Obstrução intestinal é menos comum, embora possa ocorrer por aderências, volvo ou hérnia e apresente alto risco quando complicada.
d) Incorreta. Perfuração de úlcera duodenal é rara durante a gestação e não representa a causa mais frequente.