Os pacientes submetidos à esplenectomia devem ser vacinados contra patógenos encapsulados, com o objetivo de evitar sepse pós-esplenectomia.
Pegadinha: todos os encapsulados citados importam, mas o pneumococo é o principal.
Asplenia pede pneumococo, meningococo ACWY e B, e Hib.
Febre em paciente asplênico é emergência pelo risco de progressão rápida para choque.
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Contexto
O baço remove microrganismos opsonizados e participa da resposta humoral contra bactérias encapsuladas. Após esplenectomia, aumenta o risco de infecção fulminante pós-esplenectomia, com bacteremia, coagulação intravascular disseminada e choque de progressão rápida.
Streptococcus pneumoniae é historicamente o agente mais frequente. A prevenção inclui vacinação pneumocócica conforme esquema vigente, meningocócicas ACWY e B, e Haemophilus influenzae tipo b. Em esplenectomia eletiva, as vacinas devem ser administradas preferencialmente pelo menos 14 dias antes; em urgência, geralmente são aplicadas após a recuperação, em torno de 14 dias depois, conforme protocolo.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Varicela é causada por vírus e não representa a bactéria encapsulada mais associada à sepse fulminante pós-esplenectomia.
b) Incorreta. Haemophilus influenzae tipo b é encapsulado e deve ser prevenido por vacinação, mas é menos frequente que o pneumococo nesse contexto.
c) Incorreta. Neisseria meningitidis também é encapsulada e pode causar doença grave, justificando vacinação, porém não é o agente mais comum.
d) Correta (gabarito). Streptococcus pneumoniae é o patógeno clássico e mais frequente da sepse pós-esplenectomia.