Uma mulher de 58 anos apresenta quadro progressivo de engrossamento da voz, alopecia e hipertrofia de clitóris. Realiza exame ultrassonográfico que evidencia massa sólida de 5cm em ovário direito.
Pegadinha: hirsutismo gradual sugere causa funcional; virilização rápida sugere tumor.
Testosterona muito elevada favorece fonte ovariana ou adrenal tumoral.
Massa ovariana sólida mais clitoromegalia aponta para tumor estromal produtor de androgênio.
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Contexto
Engrossamento da voz, alopecia de padrão androgênico e clitoromegalia indicam virilização, manifestação de hiperandrogenismo intenso e geralmente rápido. Quando associada a massa ovariana sólida em mulher pós-menopáusica, a principal suspeita é tumor produtor de androgênios do cordão sexual e estroma.
Essa linhagem inclui tumores de células de Sertoli-Leydig, células de Leydig ou hilares e tumores de células esteroides. Em mulheres mais velhas, tumor de células esteroides e tumor hilar ganham relevância. A investigação inclui testosterona total, sulfato de deidroepiandrosterona para avaliar fonte adrenal, imagem pélvica e adrenal e tratamento cirúrgico da massa.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Tumores epiteliais são os mais frequentes do ovário após a menopausa, mas em geral não secretam androgênios em quantidade suficiente para causar virilização franca.
b) Correta (gabarito). Tumores do cordão sexual e estroma podem sintetizar testosterona e explicam a combinação de massa sólida com virilização progressiva.
c) Incorreta. Metástases ovarianas devem ser consideradas em massas bilaterais e história de neoplasia extragenital, mas não são a causa típica de síndrome virilizante.
d) Incorreta. Tumores germinativos predominam em jovens e costumam produzir marcadores como alfa-fetoproteína ou beta-hCG, não hiperandrogenismo intenso.