Mulher de 60 anos, com hipertensão controlada e obesidade, chega para consulta. Ela é ex-tabagista (20 maços-ano) há 25 anos e não apresenta outras queixas.
Pegadinha: critérios de rastreamento pulmonar não são idênticos entre USPSTF e ACS.
Obesidade entre 35 e 70 anos é indicação de rastreamento de diabetes.
Não rastreie câncer de ovário com CA-125 em mulher assintomática de risco habitual.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Adultos com sobrepeso ou obesidade devem ser avaliados para diabetes tipo 2, pois adiposidade, hipertensão e idade aumentam o risco. A recomendação da U.S. Preventive Services Task Force vigente rastreia adultos de 35 a 70 anos com sobrepeso ou obesidade por glicemia de jejum, hemoglobina glicada ou teste oral de tolerância.
O rastreamento de câncer de pulmão varia entre diretrizes. A USPSTF recomenda tomografia de baixa dose dos 50 aos 80 anos para carga de pelo menos 20 maços-ano, desde que a pessoa fume ou tenha parado há menos de 15 anos; por esse critério, a paciente que parou há 25 anos não é elegível. A American Cancer Society de 2023 retirou o limite de tempo desde a cessação, tornando a alternativa A discutível sob esse referencial. No Brasil, não há programa populacional nacional consolidado de rastreamento pulmonar. O gabarito escolhe a recomendação mais consensual e diretamente aplicável: rastrear diabetes.
Não se recomenda rastreamento populacional de câncer de ovário com CA-125 ou ultrassonografia em mulheres assintomáticas de risco habitual. Obesidade isolada também não indica T4 livre como rastreamento universal de hipotireoidismo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Pelo critério da USPSTF, a cessação há mais de 15 anos exclui o rastreamento. A ACS 2023 diverge e permite discutir tomografia, o que deve ser reconhecido sem alterar o gabarito oficial.
B) Incorreta. CA-125 e exame pélvico não reduzem mortalidade por câncer de ovário em mulheres assintomáticas de risco habitual e podem levar a cirurgias desnecessárias.
C) Correta (gabarito). Aos 60 anos e com obesidade, a paciente pertence ao grupo com benefício comprovado de rastreamento para diabetes tipo 2.
D) Incorreta. Quando se investiga disfunção tireoidiana, TSH é o exame inicial. Não há recomendação de dosar T4 livre em todas as pessoas com obesidade.