Complicações anestésicas e manejo da dor

Acesso diretoQuestão anulada pela bancaComentada pelo MedBoard
Questão 82
UERJ · 2026

Mulher de 36 anos, técnica de enfermagem, casada, com dois filhos, foi buscar uma consulta, pois tem dor lombar que iniciou há muitos anos. Ela nega fatores precipitantes. A dor evoluiu de forma intermitente, de modo que tem repercutido no sono, ocasionando dificuldade para dormir, humor lábil e irritabilidade. A paciente relata que não aguenta mais se consultar com médicos, pois eles só sabem pedir exames, porém sem elucidar a causa da dor. Acrescenta que se sente julgada pelos colegas no trabalho e tem medo de que a dor seja sinal de doença grave, pois a mãe teve câncer de mama e sofreu muito com dores antes de morrer.

Além das medidas não farmacológicas, a abordagem adequada no manejo da dor inclui:
Esta questão foi anulada pela banca, então não existe alternativa correta. O comentário abaixo explica o que ela cobrava e por que não se sustentou.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Questão anulada no gabarito oficial. A paciente apresenta dor lombar crônica com repercussão no sono, humor, trabalho e relações, associada a medo de câncer e frustração com investigações repetidas. Na ausência de sinais de alarme descritos, o quadro deve ser abordado pelo modelo biopsicossocial, com exame físico dirigido, avaliação de incapacidade, sono, humor, crenças, medo de movimento e fatores ocupacionais.

Escalas de intensidade podem acompanhar a evolução, mas não resumem a experiência dolorosa. O tratamento costuma combinar educação, manutenção de atividade, exercício progressivo, intervenções psicológicas quando indicadas e farmacoterapia individualizada. A antiga escada analgésica da OMS foi criada para dor oncológica e não deve ser aplicada mecanicamente à lombalgia crônica, especialmente para justificar progressão automática a opioides. Imagem é reservada para sinais de alarme, déficit neurológico progressivo ou quando o resultado puder mudar uma conduta invasiva.

Alternativa por alternativa

a) Não constitui gabarito válido. Calor e um curso curto de anti-inflamatório podem aliviar alguns casos, mas encaminhamento automático ao ortopedista não é necessário sem sinais de alarme ou falha de manejo estruturado na atenção primária.

b) Não constitui gabarito válido. Não há elementos de doença inflamatória sistêmica que indiquem reumatologista ou corticosteroide. Corticoide sistêmico não é tratamento rotineiro da lombalgia crônica inespecífica.

c) Não constitui gabarito válido. Avaliar intensidade é útil e esta é a alternativa mais próxima de uma abordagem clínica, mas a expressão escada analgésica é insuficiente e potencialmente inadequada para dor crônica não oncológica, o que contribui para a anulação.

d) Não constitui gabarito válido. Tomografia sem sinal de alarme favorece achados incidentais e cascata diagnóstica. A analgesia pode ser considerada, mas não corrige a indicação inadequada de imagem.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: dor crônica não se resolve apenas aumentando exames ou subindo automaticamente uma escada de analgésicos.

  • Lombalgia sem sinal de alarme é manejada inicialmente de forma conservadora e biopsicossocial.

  • Medo de câncer, insônia, irritabilidade e estigma ocupacional são componentes do problema e devem entrar no plano terapêutico.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Complicações anestésicas e manejo da dor” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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