Paciente de 38 anos, GIIPII, procura atendimento com queixa de sangramento uterino anormal e cólicas intensas. Ao exame de imagem transvaginal, observa-se um nódulo único, medindo 2,5cm, localizado totalmente dentro da cavidade endometrial, sem invasão do miométrio.
A pegadinha está em “sem invasão do miométrio”: essa expressão fecha tipo 0.
Tipo 1 tem menos de 50% intramural; tipo 2 tem 50% ou mais.
Tipo 3 é categoria da FIGO e não representa mioma intracavitário.
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Contexto
A classificação da European Society for Gynaecological Endoscopy organiza miomas submucosos pelo percentual de extensão intramiometrial. O dado discriminador é a frase “totalmente dentro da cavidade endometrial, sem invasão do miométrio”. Isso define tipo 0, frequentemente pediculado e inteiramente intracavitário.
O tamanho de 2,5 cm influencia dificuldade e planejamento da miomectomia histeroscópica, mas não muda a classe quando não existe penetração miometrial. O tipo 3 pertence à classificação FIGO ampliada e descreve mioma totalmente intramural em contato com o endométrio, portanto é o oposto anatômico do caso.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Mioma 100% intracavitário e sem componente intramural é classe 0 pela classificação da ESGE.
B) Incorreta. Classe 1 exige penetração no miométrio menor que 50%, ausente no enunciado.
C) Incorreta. Classe 2 exige componente intramural de pelo menos 50%, incompatível com nódulo totalmente intracavitário.
D) Incorreta. Classe 3 não integra a classificação original da ESGE para miomas submucosos 0, 1 e 2. Na classificação FIGO, tipo 3 é completamente intramural e apenas toca o endométrio.