Doença inflamatória pélvica

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Questão 45
UERJ · 2026

Mulher de 34 anos procurou a emergência, referindo dor pélvica há quatro dias, febre baixa, corrimento vaginal purulento e dispareunia. Não fez uso recente de antibióticos e nem teve internações nos últimos meses. Ao exame, apresenta sensibilidade à palpação abdominal em hipogástrio, dor à mobilização do colo uterino e presença de secreção vaginal espessa. A ultrassonografia apresenta imagem de abscesso tubo-ovariano de 3cm.

A conduta preconizada é realizar tratamento:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A paciente preenche critérios clínicos de doença inflamatória pélvica e apresenta abscesso tubo-ovariano de 3 cm. O abscesso representa infecção pélvica complicada, geralmente polimicrobiana, envolvendo gonococo, clamídia, anaeróbios, bacilos gram-negativos e flora vaginal. Nas diretrizes de infecções sexualmente transmissíveis do CDC de 2021, abscesso tubo-ovariano é critério de hospitalização, tratamento parenteral de amplo espectro e observação hospitalar por mais de 24 horas.

Um esquema possível é ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol, com transição para via oral após melhora clínica e duração total de 14 dias. Ampicilina-sulbactam com doxiciclina ou clindamicina com gentamicina são alternativas em contextos apropriados. Drenagem ou cirurgia ficam reservadas para ruptura, sepse, dúvida diagnóstica, massa persistente, abscesso volumoso ou ausência de resposta em 48 a 72 horas. O diâmetro de 3 cm e a estabilidade clínica favorecem tratamento antimicrobiano inicial, não operação imediata.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. DIP leve ou moderada sem complicação pode ser tratada ambulatorialmente, mas a presença de abscesso tubo-ovariano muda o cenário para internação e terapia parenteral inicial.

B) Correta (gabarito). Abscesso tubo-ovariano é indicação de tratamento hospitalar com cobertura polimicrobiana parenteral, acompanhamento da resposta e posterior conclusão de 14 dias de antimicrobianos.

C) Incorreta. Cirurgia não é primeira escolha em abscesso pequeno e não roto, com paciente estável. Torna-se necessária diante de ruptura, instabilidade, falha clínica ou impossibilidade de excluir outra emergência.

D) Incorreta. Conduta expectante permite progressão, ruptura e sepse. O tratamento deve começar imediatamente, e não apenas se houver piora.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é o tamanho pequeno do abscesso: mesmo com 3 cm, abscesso tubo-ovariano continua sendo critério de internação.

  • Tratamento total costuma completar 14 dias, com cobertura obrigatória para anaeróbios.

  • Sem melhora em 48 a 72 horas, reavaliar drenagem, cirurgia e diagnósticos alternativos.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença inflamatória pélvica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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