Trabalho de parto prematuro e RPMO

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Questão 59
UERJ · 2026

Paciente com 31 semanas e 2 dias de IG, GIIPI (IPN), procura emergência com queixa de perda líquida há dois dias. Exame físico apresenta AFU = 29cm, BCF = 172bpm, TAx = 38o, PA = 110x170mmHg. Exame especular: saída de líquido amniótico sem grumos pelo orifício do colo. Toque: colo 100% apagado, dilatação de 2cm e apresentação cefálica. Hemograma revela leucocitose com desvio à esquerda.

A melhor conduta para esse caso é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Há rotura pré-termo de membranas confirmada pela saída de líquido amniótico ao exame especular, associada a infecção intra-amniótica: temperatura de 38 graus, taquicardia fetal de 172 bpm e leucocitose com desvio à esquerda. Na presença de infecção, o benefício de prolongar a gestação desaparece, pois aumenta o risco de sepse materna, infecção neonatal, disfunção uterina e outras complicações.

A conduta é iniciar antibióticos de amplo espectro e promover o parto. A infecção intra-amniótica, isoladamente, não indica cesariana; a via de parto segue critérios obstétricos. Com apresentação cefálica e colo apagado, dilatado em 2 cm, a indução ou condução vaginal é apropriada. Aos 31 semanas e 2 dias, sulfato de magnésio para neuroproteção pode ser considerado se o nascimento for iminente, mas não se deve adiar o parto para completar 48 horas de corticoterapia. Antibióticos de latência e manejo expectante são reservados à rotura pré-termo sem infecção ou outras contraindicações.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A resolução é imediata, mas cesariana não é obrigatória. Infecção intra-amniótica raramente é indicação isolada de via abdominal.

B) Correta (gabarito). Antibiótico de amplo espectro deve ser iniciado e a gestação deve ser resolvida, preferencialmente por indução ou condução vaginal quando não há contraindicação.

C) Incorreta. A rotura já está clinicamente demonstrada pela saída de líquido pelo colo. Aguardar ultrassonografia prolongaria exposição à infecção.

D) Incorreta. Corticoide é útil na prematuridade, mas infecção intra-amniótica contraindica espera programada por 48 horas. O parto não deve ser retardado para completar o esquema.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é tentar ganhar 48 horas para o corticoide: corioamnionite exige antibiótico e parto sem espera.

  • Febre associada a taquicardia fetal e leucocitose sustenta infecção intra-amniótica.

  • Corioamnionite não obriga cesariana; a via depende das indicações obstétricas.

  • Antibiótico de latência é para rotura pré-termo sem infecção.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Trabalho de parto prematuro e RPMO” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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