A pegadinha é considerar antibiótico controle definitivo: colangite obstrutiva exige drenagem.
CPRE é primeira escolha; percutânea e ecoendoscópica são vias alternativas.
Na instabilidade, priorize drenar; a extração completa do cálculo pode ser deixada para segundo tempo.
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Contexto
Colangite aguda resulta da combinação entre obstrução da via biliar e infecção. Na coledocolitíase, o cálculo eleva a pressão intraductal, facilita translocação bacteriana e pode evoluir rapidamente para sepse. Antibiótico e ressuscitação tratam a repercussão sistêmica, mas o controle definitivo da fonte depende de descompressão biliar.
As Diretrizes de Tóquio de 2018 recomendam drenagem precoce nas formas moderadas e urgente após estabilização nas formas graves. A via preferencial é endoscópica por CPRE, que permite canulação do colédoco, colocação de prótese ou dreno e, conforme estabilidade e dificuldade técnica, papilotomia e retirada do cálculo.
Drenagem percutânea ou guiada por ecoendoscopia é alternativa quando a CPRE falha, não está disponível ou a anatomia impede acesso. A colecistectomia é realizada após o controle da infecção e da obstrução para prevenir recorrência, mas não substitui a drenagem do colédoco na fase aguda.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Drenagem biliar percutânea é opção de resgate quando a via endoscópica não é possível ou não obtém sucesso, não a abordagem inicial preferencial.
B) Incorreta. Colecistostomia trans-hepática drena a vesícula e é utilizada principalmente em colecistite aguda de alto risco. Não resolve diretamente a obstrução do colédoco.
C) Correta (gabarito). A CPRE realiza descompressão da via biliar e permite tratar a coledocolitíase, constituindo a abordagem inicial preferencial após suporte e antibiótico.
D) Incorreta. Hepaticojejunostomia é derivação cirúrgica de maior porte, reservada para indicações reconstrutivas específicas, e não para colangite litiásica habitual.