O tratamento da tuberculose exige uma combinação de medicamentos que inclui o etambutol.
No esquema brasileiro cobrado, etambutol entra a partir dos 10 anos.
Etambutol lembra olho: acuidade visual e discriminação vermelho-verde.
Hepatotoxicidade remete principalmente a isoniazida, rifampicina e pirazinamida.
A atualização ministerial de 2024 preserva o corte de 10 anos para uso de RHZE nas apresentações destinadas a crianças maiores e adolescentes.
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Contexto
No Brasil, a Nota Informativa nº 5/2024 do Ministério da Saúde organiza o esquema para tuberculose sensível segundo a idade: crianças menores de 10 anos utilizam, em regra, rifampicina, isoniazida e pirazinamida na fase intensiva; a partir dos 10 anos acrescenta-se etambutol, formando RHZE. Portanto, o ponto discriminador da questão é o limite etário de 10 anos adotado no programa brasileiro.
O efeito adverso característico do etambutol é neuropatia óptica, com redução da acuidade visual, escotoma central e alteração da discriminação vermelho-verde. A restrição histórica em crianças pequenas decorre principalmente da dificuldade de reconhecer sintomas e realizar testes visuais confiáveis, não de maior hepatotoxicidade nessa idade. Avaliação visual basal e acompanhamento clínico são pertinentes quando o fármaco é utilizado.
Rifampicina, isoniazida e pirazinamida têm maior relevância para hepatotoxicidade. O etambutol é eliminado predominantemente pelos rins e pode exigir ajuste na insuficiência renal, mas creatinina mensal não define a idade mínima de uso.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Seis anos não é o corte adotado pelo esquema brasileiro da questão. Além disso, o monitoramento que singulariza o etambutol é visual, e não o controle mensal de transaminases.
b) Correta (gabarito). A partir de 10 anos, o esquema brasileiro inclui etambutol. Seu evento adverso de alto rendimento é a neuropatia óptica, cuja vigilância é mais difícil em crianças menores.
c) Incorreta. Quatro anos não é a idade indicada para inclusão rotineira do etambutol nesse esquema. Hepatite não é sua toxicidade distintiva; o risco clássico é ocular.
d) Incorreta. O limite não é 12 anos. Função renal interfere na depuração e na dose em pacientes com doença renal, mas controle mensal de creatinina não é a condição geral para prescrever o medicamento.