O risco social deve ser estabelecido no primeiro atendimento da criança. Para a definição de risco social,
Pegadinha: vulnerabilidade do cuidador não equivale automaticamente a incapacidade de cuidar.
Rejeição manifesta da criança é o fator isolado de maior gravidade no referencial da questão.
Estratificação de risco sempre deve levar a avaliação familiar e plano de proteção, não a rotulação.
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Contexto
A questão utiliza uma classificação de risco social pediátrico em que alguns fatores ganham peso apenas quando associados, enquanto a condição de criança manifestadamente indesejada é considerada suficiente isoladamente. Esse achado sinaliza risco de rejeição, falha de vínculo, negligência e violência, exigindo avaliação imediata do ambiente de cuidado.
Na prática, instrumentos locais de estratificação podem variar. Nenhum marcador deve substituir entrevista, observação da interação cuidador-criança, avaliação da segurança e articulação da rede de proteção.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Maternidade antes dos 15 anos aumenta vulnerabilidade, mas o risco concreto depende também de suporte, condições socioeconômicas, saúde mental e capacidade de cuidado.
b) Incorreta. Deficiência materna não define, por si só, incapacidade parental. O risco depende de funcionalidade, suporte e barreiras enfrentadas.
c) Correta (gabarito). A rejeição manifesta da criança é o critério que, no referencial cobrado, não precisa estar associado a outros para caracterizar risco social.
d) Incorreta. Ter três filhos menores de cinco anos aumenta a demanda de cuidado, mas não determina isoladamente negligência ou violência.