Mulher de 26 anos, sem comorbidades, é atendida na unidade básica de saúde após realizar seu primeiro preventivo há um mês. Não apresenta queixas ginecológicas. O laudo da citologia foi de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL).
A pegadinha é administrativa e clínica: o protocolo antigo apontava 6 meses, mas a questão foi oficialmente anulada e deve permanecer sem alternativa correta.
LSIL não significa câncer invasivo e, no modelo citológico, costuma ser acompanhada antes de qualquer procedimento excisional.
O rastreamento brasileiro iniciou transição em 2025 para teste primário de DNA-HPV, com fluxos diferentes do antigo modelo exclusivamente citológico.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Esta questão foi anulada no gabarito oficial e, por isso, nenhuma alternativa deve ser importada como correta. No fluxo citológico das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA de 2016, mulher com 25 anos ou mais e citologia LSIL deveria repetir o exame citopatológico em 6 meses. Assim, a alternativa B reproduzia o intervalo clássico daquele protocolo, mas a anulação oficial prevalece para fins de correção.
LSIL traduz efeito citopático pelo HPV e alterações de baixo grau, com alta probabilidade de regressão espontânea, razão pela qual o manejo histórico não era tratamento excisional imediato. Em 2025, o Ministério da Saúde aprovou a transição para rastreamento organizado primário por teste de DNA-HPV oncogênico. O fluxo atual depende do resultado molecular e da triagem subsequente, portanto o intervalo isolado de uma citologia LSIL não deve ser extrapolado para todos os cenários do novo programa.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O intervalo de 8 meses não fazia parte do manejo citológico padronizado de LSIL em mulher com 25 anos ou mais.
B) Incorreta para fins desta questão anulada. Se aplicado o protocolo citológico do INCA de 2016, 6 meses seria o intervalo esperado. Contudo, o gabarito pós-recurso anulou o item, portanto a alternativa não deve ser registrada como correta.
C) Incorreta. Cinco meses não corresponde a intervalo protocolar de seguimento para LSIL.
D) Incorreta. Três meses é intervalo excessivamente curto para o acompanhamento citológico de LSIL em mulher adulta assintomática e não corresponde ao fluxo clássico do SUS.