As perdas funcionais e psicossociais que acompanham o envelhecimento podem resultar em depressão, porém cerca de 50% dos pacientes deprimidos não são diagnosticados.
Pegadinha: sintomas somáticos são comuns, mas pouco específicos no idoso.
Rastreio positivo precisa de confirmação diagnóstica e avaliação de risco suicida.
Humor deprimido e anedonia são os dois núcleos mais úteis para iniciar a investigação.
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Contexto
O rastreamento de depressão no idoso deve buscar os sintomas nucleares: humor deprimido e perda de interesse ou prazer. Uma pergunta direta sobre tristeza ou desânimo frequente tem maior especificidade do que queixas somáticas vagas, porque fadiga, alteração do sono e falta de energia também aparecem em doenças clínicas, uso de medicamentos e fragilidade.
Resposta positiva não fecha diagnóstico. Ela deve ser seguida por entrevista clínica, avaliação de duração, prejuízo funcional, anedonia, cognição, luto, uso de substâncias e risco suicida, podendo-se aplicar instrumentos como PHQ-2, PHQ-9 ou Escala de Depressão Geriátrica.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. É uma boa abertura de consulta, mas ampla demais para funcionar como pergunta específica de rastreamento de humor deprimido.
b) Correta (gabarito). A pergunta investiga diretamente tristeza ou desânimo persistente, um dos sintomas centrais do episódio depressivo.
c) Incorreta. Cansaço e falta de energia são frequentes na depressão, porém têm baixa especificidade em idosos com comorbidades.
d) Incorreta. Choro fácil pode ocorrer em depressão, luto, ansiedade, alterações neurológicas e reações emocionais sem transtorno depressivo.