Homem de 45 anos, com sintomas gripais há sete dias, procura a UBS, queixando-se de, há dois dias, ter iniciado dor facial em opressão bilateral, leve/moderada, que piora quando abaixa a cabeça, congestão nasal, coriza espessa (mucoide, mas às vezes amarelada), dor de cabeça, febre baixa e diminuição do olfato e paladar. Ele nega estar vacinado para gripe ou COVID-19. Considerando os sintomas e a etiologia mais frequente no caso desse diagnóstico, o tratamento a ser realizado deve incluir a recomendação de repouso e hidratação abundante, além de:
Pegadinha: muco amarelo não distingue infecção viral de bacteriana.
Bacteriana: persistência sem melhora por dez dias ou duplo agravamento.
Rinossinusite viral pede suporte, não antibiótico.
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Contexto
O quadro é compatível com rinossinusite aguda após infecção viral de vias aéreas superiores. Secreção amarelada isolada não prova etiologia bacteriana. A atualização da diretriz da AAO-HNSF de 2025 considera rinossinusite bacteriana mais provável quando os sintomas persistem sem melhora por pelo menos dez dias ou pioram após melhora inicial, o chamado duplo agravamento.
Com menos de dez dias de evolução e sem padrão bacteriano inequívoco, o manejo é sintomático: lavagem nasal com solução salina, analgesia e antitérmico conforme necessidade. Corticoide intranasal pode aliviar sintomas, especialmente se houver rinite associada. Corticoide sistêmico e antibiótico não são rotineiros. A vacinação contra influenza e COVID-19 deve ser atualizada após a recuperação da fase aguda, conforme o calendário vigente.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Corticoide sistêmico e antibiótico por no mínimo 14 dias representam excesso terapêutico em provável infecção viral e aumentam eventos adversos.
b) Incorreta. Oseltamivir não é indicado apenas por sete dias de síndrome gripal em paciente sem critério descrito de alto risco ou início recente, e antibiótico amplo não trata rinossinusite viral. A vacinação continua indicada após recuperação.
c) Incorreta. Antibiótico e corticoide oral por 14 dias não se justificam. Vasoconstritor nasal pode causar efeito rebote se usado por tempo prolongado, e vacinação não é intervenção para tratar o episódio atual.
d) Correta (gabarito). Lavagem salina e corticoide tópico compõem tratamento sintomático sem antibiótico, e a oportunidade vacinal deve ser recuperada após melhora do quadro agudo.