Homem de 65 anos, diabético, com insuficiência renal grau 3, após três dias de evolução de um quadro clínico clássico de dengue, comparece à UBS com menos febre, manchas roxas no corpo, dor abdominal, vômitos intensos, em torpor, estando desidratado e referindo fezes vermelhas. Ao exame físico, verificam-se PA = 90x64mmHg e taquicardia.
Pegadinha: a defervescência no terceiro ao sétimo dia pode marcar entrada na fase crítica, não recuperação.
Dor abdominal, vômitos persistentes, sangramento e alteração de consciência são sinais de alarme.
Choque por dengue exige cristaloide venoso imediato e transferência urgente.
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Contexto
O paciente está na fase crítica da dengue, frequentemente coincidente com queda da febre, e apresenta múltiplos sinais de alarme e gravidade: dor abdominal, vômitos persistentes, sangramento digestivo, alteração do nível de consciência, desidratação, hipotensão e taquicardia. Isso indica choque por extravasamento plasmático e possível hemorragia, não melhora da doença.
Segundo o manual Dengue: diagnóstico e manejo clínico do Ministério da Saúde, 6ª edição, 2024, dengue com choque é classificada no grupo D. A conduta é acesso venoso e reposição imediata com cristaloide isotônico, com reavaliações seriadas, hematócrito, perfusão, diurese e sinais de sobrecarga. A doença renal exige monitorização ainda mais estreita, mas não autoriza retardar a ressuscitação. A remoção para serviço de emergência deve ser acionada simultaneamente.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. Oseltamivir não trata dengue, e hidratação oral domiciliar é insegura diante de choque, sangramento e torpor.
b) Correta (gabarito). Acesso venoso e hidratação imediata enquanto se organiza remoção são medidas que tratam a ameaça vital sem aguardar chegada ao hospital.
c) Incorreta. Antibiótico e exames eletivos não corrigem a hipoperfusão. Mandar o paciente para casa atrasa o tratamento do choque.
d) Incorreta. Combina medicamentos sem indicação e seguimento ambulatorial incompatível com instabilidade hemodinâmica e alteração neurológica.