Homem de 19 anos, após queda de moto, apresenta pelve instável e dá entrada na emergência hipotenso. Responde à ressuscitação volêmica inicial e realiza TC que confirma fratura pélvica, sem demais lesões de órgãos intra-abdominais ou torácicos. Ortopedia realiza estabilização pélvica e paciente mantém estabilidade hemodinâmica.
A pegadinha é associar gravidade a artéria: a maior parte do sangramento pélvico é venoso e ósseo.
Cinta pélvica deve ser posicionada nos grandes trocânteres, não na cintura.
Instabilidade persistente após estabilização aumenta a suspeita de fonte arterial.
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Contexto
Fraturas instáveis da pelve podem comportar grande volume de sangue no retroperitônio. A fonte mais comum é o plexo venoso pélvico e o sangramento das superfícies de osso esponjoso fraturado. Essa hemorragia de baixa pressão responde à redução do volume pélvico por cinta ou fixação, que aproxima as superfícies e favorece tamponamento.
Sangramento arterial, frequentemente de ramos da ilíaca interna, representa parcela menor, porém é mais associado a extravasamento ativo na tomografia e instabilidade persistente apesar de estabilização mecânica e ressuscitação. Nesses casos, pode ser necessária angioembolização. Empacotamento pré-peritoneal é outra estratégia de controle rápido, especialmente em choque refratário.
O paciente respondeu à reposição, não tinha outras fontes identificadas e manteve estabilidade após fixação pélvica. Essa resposta reforça uma fonte predominantemente venosa e óssea.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hemorragia arterial pode ocorrer e deve ser suspeitada quando há extravasamento de contraste ou instabilidade persistente, mas não é a origem mais frequente.
B) Correta (gabarito). O plexo venoso pré-sacral e as superfícies ósseas são responsáveis pela maior parte da hemorragia nas fraturas pélvicas.
C) Incorreta. Dor pode causar taquicardia e resposta adrenérgica, mas não explica hipotensão responsiva a reposição em uma fratura pélvica instável.
D) Incorreta. Lesão de cauda equina produz déficits motores, sensitivos e esfincterianos, não choque hemorrágico.