A maioria dos casos de hérnias de disco é assintomática.
Pegadinha: hérnia grande na imagem não determina cirurgia se o paciente está melhorando e não há déficit progressivo.
Síndrome da cauda equina e déficit motor progressivo são indicações de avaliação cirúrgica urgente.
Achados de imagem devem ser correlacionados com sintomas e exame neurológico.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A maioria das hérnias discais sintomáticas sem síndrome da cauda equina ou déficit motor progressivo melhora com tratamento conservador. O processo envolve redução da inflamação radicular, adaptação funcional e, em muitos casos, regressão espontânea do fragmento herniado por desidratação e reabsorção mediada por resposta inflamatória.
O manejo inicial inclui manutenção de atividade conforme tolerância, analgesia individualizada, educação e exercício ou fisioterapia. Repouso prolongado deve ser evitado. Cirurgia é considerada diante de déficit neurológico progressivo, síndrome da cauda equina, dor incapacitante persistente apesar de tratamento adequado ou correlação clínico-radiológica que justifique intervenção.
Alternativa por alternativa
a) Correta (gabarito). Entre 75% e 90% dos pacientes melhoram clinicamente com manejo conservador em semanas a poucos meses, acompanhando a tendência natural de redução dos sintomas e da compressão.
b) Incorreta. Cirurgia pode aliviar mais rapidamente pacientes selecionados, mas não é necessária para a maioria.
c) Incorreta. Além de tornar cirurgia a regra, afirma piora progressiva da dor, contrária à história natural predominante.
d) Incorreta. O tratamento clínico é a estratégia inicial, mas a evolução esperada na maioria é melhora, não piora.