Dermatites e afecções cutâneas da infância

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Questão 73
UERJ · 2026

Um menino de 4 anos, previamente saudável, é levado à unidade de pronto atendimento por apresentar lesões na face há cinco dias. Os pais relatam que as lesões, inicialmente, surgiram como uma pequena pápula eritematosa próxima ao nariz, que evoluiu para vesículas e depois crostas amareladas, aderentes e de aspecto melicérico. A criança frequenta creche, e há outros colegas que apresentaram lesões semelhantes recentemente. O paciente está afebril, em bom estado geral, e o exame físico mostra lesões restritas à região perinasal e perioral, sem linfadenopatia regional.

Diante do caso, a conduta mais adequada é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A evolução de pápula para vesícula ou pústula e depois para crosta amarelada melicérica, em região perinasal e perioral, é típica de impetigo não bolhoso. Os principais agentes são Staphylococcus aureus e estreptococo beta-hemolítico do grupo A. A transmissão ocorre por contato direto, autoinoculação e compartilhamento de objetos, o que explica casos em creche.

Quando há poucas lesões localizadas, ausência de febre e bom estado geral, o tratamento preferencial é antibiótico tópico, como mupirocina, associado à limpeza delicada, remoção de crostas amolecidas e higiene das mãos. Antibiótico oral fica para lesões numerosas ou extensas, surtos com necessidade de reduzir transmissão, falha tópica, ectima ou manifestações sistêmicas. Cultura não é obrigatória no quadro típico localizado; torna-se mais útil em recorrência, falha terapêutica, suspeita de resistência ou investigação epidemiológica.

Alternativa por alternativa

a) Incorreta. Herpes produz vesículas agrupadas sobre base eritematosa, frequentemente dolorosas, que evoluem para erosões. A crosta melicérica e o surto em creche favorecem impetigo bacteriano, para o qual aciclovir não tem ação.

b) Incorreta. Oxacilina oral não é a escolha prática habitual e tratamento sistêmico é desnecessário para poucas lesões sem repercussão. Cultura pode ser considerada no contexto de surto ou falha, mas não é obrigatória para iniciar o manejo típico.

c) Incorreta. Cefalexina seria opção em doença extensa, mas a forma localizada pode ser tratada topicamente. Glicocorticoide tópico reduz defesa local, pode mascarar a infecção e não deve ser associado para tratar impetigo.

d) Correta (gabarito). Mupirocina tópica e higiene local são suficientes para lesões restritas em criança afebril e em bom estado geral. Também se orienta não compartilhar toalhas e manter unhas curtas.

Bizu MedBoard
  • Crosta melicérica localizada é impetigo não bolhoso e pede antibiótico tópico.

  • Tratamento oral é reservado a grande número de lesões, extensão, ectima, falha ou circunstâncias epidemiológicas específicas.

  • Corticoide tópico não trata infecção bacteriana e pode piorar ou mascarar o quadro.

  • Creche aponta para alta transmissibilidade por contato, portanto higiene e não compartilhar objetos fazem parte da conduta.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Dermatites e afecções cutâneas da infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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