Pré-escolar de 5 anos, com diagnóstico recente de síndrome nefrótica, está na terceira semana de uso de prednisolona 2mg/kg/dia com evolução favorável. Em consulta com o pediatra, é constatado que o cartão vacinal está desatualizado.
A pegadinha é a alternativa mista: uma vacina inativada permitida não salva a opção que também contém uma vacina viva contraindicada.
Prednisona ou equivalente em torno de 2 mg/kg/dia por 14 dias ou mais deve ser tratada como dose imunossupressora.
Vacinas inativadas podem ser aplicadas, mas a resposta pode ser menor; vacinas vivas costumam ser adiadas até recuperação imune.
O gabarito C testa a classe do imunobiológico, não substitui a atualização individual do calendário pelo PNI e pelo CRIE.
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Contexto
Prednisolona em dose alta e por tempo prolongado reduz a imunidade celular. O Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais do Ministério da Saúde considera imunossupressor o uso sistêmico de prednisona ou equivalente em dose próxima de 2 mg/kg/dia por pelo menos 14 dias, ou 20 mg/dia nas crianças maiores. Esta criança recebe 2 mg/kg/dia há três semanas, portanto não deve receber, nesse momento, vacinas vivas atenuadas.
Varicela, febre amarela e tetra viral contêm agentes vivos atenuados. Hepatite A, influenza injetável, pentavalente, pneumocócicas e meningocócicas conjugadas não são vacinas vivas. Em geral, vacinas vivas são retomadas após recuperação imunológica, frequentemente pelo menos um mês depois do término da corticoterapia sistêmica em dose imunossupressora, conforme avaliação do calendário e do CRIE.
Há uma divergência entre o gabarito e o calendário atual. A alternativa C foi construída para testar apenas a distinção entre vacinas vivas e não vivas, pois pentavalente e pneumocócica conjugada são imunobiológicos não vivos. Entretanto, aos 5 anos, a escolha das formulações e das doses de resgate deve ser feita conforme as doses anteriores e as recomendações vigentes do PNI e da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais. Em 2026, o Ministério da Saúde iniciou a transição para a VPC20 em estratégias especiais; por isso, a indicação literal de VPC10 para toda criança de 5 anos com síndrome nefrótica não deve ser reproduzida fora do contexto da prova.
Alternativa por alternativa
a) Incorreta. A vacina contra hepatite A é inativada e poderia ser administrada, mas a vacina contra varicela é viva atenuada e está contraindicada durante a imunossupressão. Uma única vacina proibida torna a associação errada.
b) Incorreta. A influenza injetável é inativada e é especialmente relevante em pacientes com síndrome nefrótica, mas a febre amarela é viva atenuada. Sua aplicação exigiria suspensão da imunossupressão, intervalo apropriado e avaliação individual de risco epidemiológico.
c) Correta (gabarito). Pentavalente e vacina pneumocócica conjugada são não vivas e, portanto, não apresentam o risco de replicação vacinal da varicela, febre amarela ou tetra viral. O calendário real deve ser ajustado à idade, ao histórico de doses e às atualizações do PNI.
d) Incorreta. A meningocócica ACWY conjugada não é viva, mas a tetra viral, composta por sarampo, caxumba, rubéola e varicela, é viva atenuada e deve ser adiada.