L., primigesta, 33 semanas e 5 dias, é admitida no centro obstétrico com três contrações/10min, colo com 4,0cm de dilatação, MAP categoria 1.
Pegadinha central: 33 semanas e 5 dias ainda está na faixa em que corticoterapia antenatal e tocólise de curta duração podem ter papel.
Betametasona: 12 mg IM a cada 24 horas por duas doses é esquema clássico de maturação fetal.
Sulfato de magnésio para neuroproteção é utilizado principalmente quando o parto é iminente antes de 32 semanas.
Nesta questão, nenhuma alternativa deve receber marcação de gabarito porque ela foi anulada oficialmente.
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Contexto
A questão foi anulada oficialmente e não possui alternativa correta única. A gestante tem 33 semanas e 5 dias, contrações regulares e colo com 4 cm, portanto apresenta trabalho de parto prematuro estabelecido. A conduta deve perseguir três objetivos: avaliar causas e contraindicações à manutenção da gestação, reduzir morbidade neonatal com corticoterapia e, quando apropriado, obter tempo para que o corticoide atue por meio de tocólise de curta duração.
Protocolos obstétricos brasileiros atuais indicam corticoterapia antenatal em gestantes com risco de parto prematuro nessa idade gestacional. Um esquema clássico é betametasona 12 mg intramuscular a cada 24 horas por duas doses. Nifedipina é um dos principais tocolíticos utilizados antes de 34 semanas quando não existem contraindicações, com objetivo de prolongar a gestação por aproximadamente 48 horas, principalmente para completar o corticoide ou permitir transferência.
O sulfato de magnésio para neuroproteção fetal é recomendado principalmente quando há risco iminente de parto em idades gestacionais mais precoces. ACOG e SMFM utilizam, em geral, menos de 32 semanas. Assim, com 33 semanas e 5 dias, o magnésio não é rotineiramente indicado apenas para neuroproteção. Hemograma, exame de urina e urocultura podem integrar a investigação de fatores precipitantes, mas a necessidade e o momento de cada exame dependem do protocolo e da apresentação clínica, o que contribui para a falta de uma alternativa inequívoca.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Nifedipina e betametasona são medidas plausíveis nesse cenário, mas a alternativa não contempla a avaliação de causas e condições materno-fetais que deve acompanhar o manejo. Como a questão foi anulada, essa combinação não deve ser convertida em gabarito exclusivo.
B) Incorreta. A associação de nifedipina e corticoide é coerente antes de 34 semanas, mas sulfato de magnésio para neuroproteção não é rotineiramente indicado aos 33 semanas e 5 dias pelos protocolos que utilizam o limite de menos de 32 semanas.
C) Incorreta. Corticoide e investigação laboratorial podem ser pertinentes, mas o sulfato de magnésio permanece discutível nessa idade gestacional e a alternativa omite tocólise apesar de a paciente estar antes de 34 semanas e não apresentar contraindicação descrita.
D) Incorreta. É uma composição clinicamente plausível, pois reúne tocólise, corticoterapia e investigação de infecção urinária, mas a anulação oficial impede tratá-la como resposta única e obrigatória. A extensão da investigação depende da avaliação clínica e dos protocolos locais.