Infecções na gestação

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Questão 74
UFCSPA · 2022

J.S.S., 36 anos, branca, casada, primípara, portadora de HIV. Apresentou carga viral indetectável com 34 semanas de gestação. Tem CD4 de 580cels/mm3 e possui boa adesão aos antirretrovirais, os quais segue uso regular no período puerperal.

Considerando-se isso, qual seria a melhor orientação em relação à amamentação de seu bebê?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

No Brasil, a recomendação permanece clara: pessoas vivendo com HIV não devem amamentar, mesmo quando apresentam carga viral indetectável. O PCDT do Ministério da Saúde para manejo de crianças expostas ao HIV, atualizado em 2024 e disponibilizado em 2025, orienta não amamentar, inibir a lactação e substituir o leite materno por fórmula infantil. O Ministério da Saúde também informa que o SUS fornece fórmula láctea para essas crianças.

A supressão viral reduz drasticamente a transmissão durante gestação e parto, mas não elimina completamente a possibilidade de transmissão pós-natal pelo leite humano. Essa conduta brasileira difere de algumas diretrizes internacionais que passaram a admitir decisão compartilhada em contextos selecionados de supressão viral sustentada. Como a questão se refere à prática brasileira, deve-se seguir o PCDT nacional.

Também não se recomenda aleitamento cruzado, isto é, amamentação direta por outra mulher, pois não é possível garantir segurança infecciosa por essa via. Quando há indicação de leite humano doado, utiliza-se leite proveniente de banco de leite humano, submetido aos processos de seleção e pasteurização regulamentados.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Carga viral indetectável reduz o risco de transmissão, mas não autoriza amamentação segundo o protocolo brasileiro vigente. O Ministério da Saúde mantém a recomendação de substituição do leite materno.

B) Incorreta. Não existe uma janela de seis meses liberada para aleitamento materno nesse contexto. A recomendação nacional é evitar a amamentação desde o nascimento e fornecer fórmula infantil.

C) Correta (gabarito). Segundo o PCDT brasileiro, o bebê deve receber fórmula infantil em substituição ao leite materno, independentemente de a mãe apresentar carga viral indetectável e excelente adesão ao tratamento.

D) Incorreta. Aleitamento cruzado não é recomendado. Leite humano de outra mulher, quando clinicamente indicado, deve ser obtido de banco de leite credenciado e processado segundo normas sanitárias, não por amamentação direta informal.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: no Brasil, indetectável não libera amamentação para pessoa vivendo com HIV.

  • PCDT nacional: não amamentar, inibir lactação e substituir por fórmula infantil.

  • Aleitamento cruzado também não é recomendado; leite humano doado deve vir de banco de leite.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Infecções na gestação” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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