Considerando-se os dados obtidos na anamnese e os possíveis diagnósticos para distúrbios respiratórios no recém-nascido (RN), numerar a 2a coluna de acordo com a 1a e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Febre materna ou perda de filho anterior com quadro de sofrimento respiratório.
(2) Uso de anti-inflamatório não esteroide pela mãe, durante a gestação.
(3) Parto cesárea em bebê com 36 semanas de idade gestacional.
(_) Taquipneia transitória do RN.
(_) Hipertensão pulmonar.
(_) Colonização por estreptococo do grupo B.
Pegadinha central: cesárea sem trabalho de parto lembra líquido pulmonar retido e taquipneia transitória.
Anti-inflamatório na gestação lembra inibição de prostaglandina, constrição do ducto e hipertensão pulmonar neonatal.
Febre intraparto ≥38 °C, ruptura de membranas prolongada, prematuridade e antecedente de filho com doença por estreptococo do grupo B aumentam a preocupação com infecção neonatal precoce.
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Contexto
A questão explora fatores perinatais que apontam para três causas distintas de desconforto respiratório neonatal. A associação correta é 3, 2, 1.
A taquipneia transitória resulta de atraso na remoção do líquido pulmonar fetal. Trabalho de parto e catecolaminas favorecem absorção de sódio e água pelo epitélio pulmonar; por isso cesariana sem trabalho de parto é fator clássico de risco, e a idade gestacional de 36 semanas acrescenta imaturidade.
Na hipertensão pulmonar persistente, a resistência vascular pulmonar permanece inadequadamente elevada após o nascimento, mantendo shunts direita-esquerda e hipoxemia. Anti-inflamatórios não esteroides usados na gestação podem reduzir prostaglandinas e causar constrição ductal fetal, um dos mecanismos associados ao quadro.
Para estreptococo do grupo B, recomendações como a ACOG 2020 consideram febre intraparto ≥38 °C um fator de risco quando o estado de colonização é desconhecido, e um recém-nascido anterior com doença invasiva por estreptococo do grupo B é indicação direta de profilaxia intraparto em gestação subsequente. O enunciado usa a história de perda neonatal com sofrimento respiratório como pista para infecção neonatal prévia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Associa febre materna à taquipneia transitória e cesariana ao estreptococo do grupo B, invertendo as pistas fisiopatológicas centrais.
B) Correta (gabarito). A sequência 3, 2, 1 liga cesariana em prematuro tardio à taquipneia transitória, anti-inflamatório materno à hipertensão pulmonar e fatores infecciosos maternos ao risco de estreptococo do grupo B.
C) Incorreta. Coloca o uso de anti-inflamatório como fator para taquipneia transitória e a cesárea como fator principal de hipertensão pulmonar. A pista farmacológica dos anti-inflamatórios é o fechamento ductal fetal.
D) Incorreta. Também desloca as associações: febre materna não é a pista típica para hipertensão pulmonar isolada e cesárea não define colonização por estreptococo do grupo B.