Em relação à avaliação diagnóstica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE),
Pegadinha central: pHmetria vê ácido; impedância acrescenta líquido, gás e refluxo não ácido.
LA C ou D na endoscopia já fornece evidência conclusiva de DRGE.
Esofagograma responde melhor à anatomia do que à pergunta sobre exposição patológica ao refluxo.
Quando a endoscopia não fecha o diagnóstico, monitorização ambulatorial do refluxo é o exame objetivo central, escolhendo pH ou pH-impedância conforme o cenário.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A investigação da doença do refluxo gastroesofágico deve separar três perguntas: existe alteração anatômica, existe lesão mucosa compatível com refluxo e existe exposição esofágica anormal ao conteúdo refluxado. O esofagograma baritado é útil para anatomia, como estenoses, hérnia hiatal e alterações estruturais, mas não confirma nem exclui DRGE por si só.
Endoscopia pode fornecer evidência objetiva de refluxo. Esofagite erosiva avançada, especialmente Los Angeles C ou D, é evidência conclusiva de DRGE e dispensa monitorização de refluxo apenas para provar que a doença existe. O Consenso de Lyon 2.0 ampliou a confiança diagnóstica também para alguns achados menos avançados em contexto apropriado, mas LA C e D permanecem exemplos inequívocos de doença estabelecida.
A pHmetria convencional registra o tempo em que o pH esofágico permanece ácido e caracteriza refluxo ácido. Ela não detecta adequadamente todos os episódios fracamente ácidos ou não ácidos. A impedanciometria mede mudanças de resistência elétrica produzidas pela passagem de líquido e gás e permite identificar ocorrência e direção do movimento do bolo ou refluxato. Quando combinada à pHmetria, a pH-impedanciometria detecta refluxos ácidos e não ácidos e correlaciona episódios com sintomas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não é a afirmação incorreta solicitada. O esofagograma é exame anatômico e pode demonstrar hérnia, estenose e outras alterações, mas visualizar ou não refluxo durante o estudo não estabelece nem afasta DRGE.
B) Incorreta. Não é a opção pedida. Esofagite Los Angeles C ou D constitui evidência objetiva forte e conclusiva de refluxo, portanto não há necessidade de pHmetria apenas para confirmar o diagnóstico de DRGE.
C) Correta (gabarito). É a afirmação incorreta. A pHmetria isolada avalia principalmente exposição ácida e não identifica de forma adequada refluxo não ácido. Para detectar episódios ácidos, fracamente ácidos e não ácidos, utiliza-se impedanciometria associada à pHmetria. Além disso, a abordagem moderna evita tratar um único exame como padrão-ouro universal para todos os fenótipos de DRGE.
D) Incorreta. Não é a afirmação incorreta. A impedanciometria reconhece a passagem de líquido e gás pelas mudanças de impedância e determina o sentido do deslocamento, permitindo distinguir progressão anterógrada de refluxo retrógrado.