Analgesia e via de parto

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 79
UFCSPA · 2022

F., 19 anos, primigesta, pré-natal de baixo risco, 39 semanas de gestação, interna em fase ativa de trabalho de parto. Após 2 horas, paciente apresenta-se com dinâmica uterina regular de 3 contrações em 10 minutos, 6cm de dilatação e apresentação fetal em -1 de De Lee.

Todas as propostas de ação seguintes são recomendas para o acompanhamento de rotina desse trabalho de parto, EXCETO:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Trabalho de parto fisiológico em gestante de baixo risco deve ser acompanhado com o mínimo de intervenções necessárias e respeito à autonomia. A OMS recomenda ingestão oral de líquidos e alimentos em mulheres de baixo risco durante o trabalho de parto, além de mobilidade e escolha de posição segundo a preferência da parturiente.

A ausculta fetal intermitente é apropriada em trabalho de parto de baixo risco, reservando monitorização eletrônica contínua para situações com indicação clínica. O toque vaginal é utilizado para avaliar dilatação, apresentação, posição e progressão. A OMS recomenda, em geral, intervalos de aproximadamente quatro horas na fase ativa em mulheres de baixo risco, antecipando o exame quando houver indicação clínica. Protocolos locais podem empregar intervalo de 2 a 4 horas, desde que se evitem exames desnecessariamente frequentes.

A prescrição universal de nada por via oral decorre historicamente do receio de aspiração caso seja necessária anestesia geral, mas não é recomendada como rotina para toda parturiente saudável de baixo risco. Restrições devem ser individualizadas quando houver maior probabilidade de procedimento anestésico ou outra contraindicação à ingestão.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Não é a exceção. Ausculta intermitente dos batimentos cardíacos fetais é recomendada para acompanhamento de rotina em parturiente de baixo risco com evolução fisiológica.

B) Correta (gabarito). É a conduta que não deve ser prescrita rotineiramente. Mulheres de baixo risco podem ingerir líquidos e alimentos durante o trabalho de parto, respeitando tolerância, preferências e circunstâncias clínicas.

C) Incorreta. Liberdade de movimento e de escolha da posição são boas práticas. A parturiente pode adotar a postura em que se sinta mais confortável, salvo contraindicação materna ou fetal específica.

D) Incorreta. Avaliação vaginal periódica faz parte do acompanhamento da progressão. Na rotina de baixo risco, deve-se evitar toques excessivos e, em geral, utilizar intervalos próximos de quatro horas, com antecipação quando houver necessidade clínica.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: NPO de rotina não é boa prática para toda parturiente de baixo risco.

  • Baixo risco combina ausculta fetal intermitente, liberdade de posição e intervenção apenas quando indicada.

  • Toque vaginal não precisa ser repetido em intervalos muito curtos; cerca de quatro horas é a referência habitual na fase ativa.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Analgesia e via de parto” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →