F., 19 anos, primigesta, pré-natal de baixo risco, 39 semanas de gestação, interna em fase ativa de trabalho de parto. Após 2 horas, paciente apresenta-se com dinâmica uterina regular de 3 contrações em 10 minutos, 6cm de dilatação e apresentação fetal em -1 de De Lee.
Pegadinha central: NPO de rotina não é boa prática para toda parturiente de baixo risco.
Baixo risco combina ausculta fetal intermitente, liberdade de posição e intervenção apenas quando indicada.
Toque vaginal não precisa ser repetido em intervalos muito curtos; cerca de quatro horas é a referência habitual na fase ativa.
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Contexto
Trabalho de parto fisiológico em gestante de baixo risco deve ser acompanhado com o mínimo de intervenções necessárias e respeito à autonomia. A OMS recomenda ingestão oral de líquidos e alimentos em mulheres de baixo risco durante o trabalho de parto, além de mobilidade e escolha de posição segundo a preferência da parturiente.
A ausculta fetal intermitente é apropriada em trabalho de parto de baixo risco, reservando monitorização eletrônica contínua para situações com indicação clínica. O toque vaginal é utilizado para avaliar dilatação, apresentação, posição e progressão. A OMS recomenda, em geral, intervalos de aproximadamente quatro horas na fase ativa em mulheres de baixo risco, antecipando o exame quando houver indicação clínica. Protocolos locais podem empregar intervalo de 2 a 4 horas, desde que se evitem exames desnecessariamente frequentes.
A prescrição universal de nada por via oral decorre historicamente do receio de aspiração caso seja necessária anestesia geral, mas não é recomendada como rotina para toda parturiente saudável de baixo risco. Restrições devem ser individualizadas quando houver maior probabilidade de procedimento anestésico ou outra contraindicação à ingestão.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não é a exceção. Ausculta intermitente dos batimentos cardíacos fetais é recomendada para acompanhamento de rotina em parturiente de baixo risco com evolução fisiológica.
B) Correta (gabarito). É a conduta que não deve ser prescrita rotineiramente. Mulheres de baixo risco podem ingerir líquidos e alimentos durante o trabalho de parto, respeitando tolerância, preferências e circunstâncias clínicas.
C) Incorreta. Liberdade de movimento e de escolha da posição são boas práticas. A parturiente pode adotar a postura em que se sinta mais confortável, salvo contraindicação materna ou fetal específica.
D) Incorreta. Avaliação vaginal periódica faz parte do acompanhamento da progressão. Na rotina de baixo risco, deve-se evitar toques excessivos e, em geral, utilizar intervalos próximos de quatro horas, com antecipação quando houver necessidade clínica.